Professora Emy Santos, conhecida como ''Afro Queer'' chorou, nesta terça-feira (30), ao ter a candidatura à deputada federal negada pelo Partido dos Trabalhadores. Ela disse que ''o sonho acabou''.
Emy é negra e transsexual e pleiteava uma candidatura, justamente para dar visibilidade ao para o grupo, historicamente perseguido. Ela vinha fazendo manifesto e pressões ao partido nas redes sociais para conseguir a vaga. Uma apoiadora sugeriu machismo de alguns na legenda para vetar a candidatura.
''O PT perdeu. E nós também, a chance de ter uma candidata a deputada federal negra e travesti. Parece ser impossível furar o pacto branco e cisgênero. Por que, ainda hoje, parece impossível que nossa voz seja ouvida?'', questionou Afro.
Ainda nas redes sociais, a ativista chegou a receber o apoio do pré-candidato ao governo pelo PT, Fábio Trad. Porém, horas depois, ela retornou ao Instagram para dar a notícia aos seguidores, dessa vez em prantos.
''Vim pedir desculpas pra vocês, porque eles não escolheram nosso projeto. Não vou sair candidata à deputada federal...tentei de todas as formas'', lamentou a docente. A postulante destacou que as pessoas – ao saberem da intenção dela em disputar a Câmara, voltaram a ''sonhar política''.
''Como vou voltar e encontrar elas e falar que não vai ter?'', chorou novamente Santos.
Entramos em contato com a assessoria do Diretório Estadual do PT e também com a ativista Emy Santos. O espaço está aberto para manifestações.








