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Política

ALGUMA COISA SALVA: Reforma da Previdência tira regalia dos políticos na hora da aposentadoria

Se aprovada a proposta, parlamentares não poderão receber salário acima de R$ 5,8 mil

05 maio 2019 - 13h30Por Celso Bejarano, de Brasília

Caso a reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) seja aprovada – hoje em tramitação na Câmara dos Deputados – os políticos com mandatos eletivos terão tratamento igual aos trabalhadores da iniciativa privada, na hora da aposentadoria.

Ou seja, por regra, ainda em debate pelos parlamentares, em Brasília, a aposentadoria do político não deve superar a cifra de R$ 5.839,45, teto pago aos trabalhadores que recebem pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

Hoje em dia, os parlamentares ganham bem mais que um trabalhador da iniciativa privada por recorrerem ao que chamam de regime especial de aposentadoria.

Pela reforma, os políticos que quiserem se aposentar com o teto do INSS terão de ter completados 65 anos de idade (homens) e 62 anos (mulheres) e provarem ter contribuído com a Previdência por duas décadas, ou seja, no mínimo, quatro mandatos.

Com isso, eles só poderão se aposentar com idade mínima de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, com contribuição mínima de vinte anos.

O político pode até receber mais como aposentado, contudo, para isso, ele teria que contribuir com um fundo de Previdência conhecida como complementar. 

Pela normal atual, o ou a parlamentar se aposenta com 60 anos de idade ou, então, quando soma 35 anos de contribuição e, normalmente, pendura a chuteira com satisfatória situação financeira, ou seja, com o salário que ganha como político com mandato, em torno de R$ 30 mil mensais.