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quinta, 29 de outubro de 2020
Política

Secretária isenta Bernal de perseguir professora doente, mas não de má gestão

Política

13 fevereiro 2014 - 09h29Por Dirceu Martins

A denúncia do vereador João Rocha (PSDB), de que sua esposa Rosemary, professora de Educação Física que liderava projeto de ginástica artística da prefeitura de Campo Grande por mais de 30 anos e foi remanejada, o que ele atribuiu a perseguição política por haver deixado a base de apoio ao prefeito, repercutiu de maneira negativa mesmo entre os defensores de Alcides Bernal.


Na tarde de quarta-feira a diretora-presidente da Fundação Municipal do Esporte (Funesp), Leila Machado, disse que o caso foi mal interpretado “Ela está de licença médica e foi pedida sua substituição, sendo obrigada à retornar a secretaria de origem, uma vez que é cedida para a Funesp. É um procedimento padrão e não tem nenhum tipo de cunho político. O caso foi mal interpretado. Bernal e o secretário José Chadid (Educação), não sabiam de nada”.


Segundo Leila, a professora Rosemary permanece assistindo ao projeto, que terá continuidade, como presidente da federação.


João Rocha está irredutível na certeza da perseguição política e considera inadmissível a atitude tomada pela sua ex-aliada.  "Essa mentira deslavada me deixa irritado, politizaram uma situação sem cabimento. Espero que o prefeito seja justo", enfatizou.


Questões - Rocha não esconde a mágoa com Leila, com quem conviveu longo período e  para quem deu total apoio durante o processo ético de expulsão do PSDB, por atuar na gestão Bernal, sem autorização do partido. " Minha esposa não está de licença médica e entregou um atestado hoje de manhã para aguardar resolver toda essa situação. Essas hipocrisias tem que acabar. Ela se agarrou no cargo deixando ele ser mais forte que qualquer outra coisa. Para a gente ela diz que a decisão é do prefeito.  ", disse.


No labirinto de incoerências em que se perde a administração municipal, com erros bizarros nas mais comuns decisões administrativas por parte de um governo que não possuía quadros e, ainda assim fez questão de desprezar a experiência daqueles que sabiam tocar a máquina pública com competência, não é de estranhar ou colocar dúvidas de que o caso seja mais dos erros que têm se tornado rotina. Nesse caso, mesmo que haja isenção de más intenções políticas, há culpa sim dos escalões superiores que permitem e sustentam este quadro de servidores.


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