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Política

Tachado de 'sindicalista' por Bolsonaro, presidente dos Correios deixará cargo hoje

Bolsonaro disse apenas que já tinha nomes para ocupar o cargo e confirmou que tinha dado "sinal verde" para a privatização da empresa

19 junho 2019 - 13h55Por Da redação/Extra

Após a ter a demissão anunciada publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro, o general Juarez Aparecido de Paula Cunha, que ocupa a presidência dos Correios, disse em rede social que deixará o cargo nesta quarta-feira (19). Semana passada, Bolsonaro afirmou que iria demiti-lo por ele ter se comportado "como um sindicalista", ao posar para fotos com parlamentares de partidos de esquerda e afirmar que não privatizaria a estatal em audiência pública na Câmara.

"Caros amigos! Hoje me afasto dos Correios. Foram 7 meses de alegria, obtivemos excelentes resultados, conduzimos a recuperação da Empresa e fizemos grandes amigos. Saldo muito positivo e a certeza que vocês continuarão no cumprimento da missão. Um abraço a todos", escreveu Juarez em seu perfil no Twitter.

Até ontem, Bolsonaro não havia anunciado quem seria o substituto de Juarez nos Correios. Em conversa com jornalistas pela manhã, disse apenas que já tinha nomes para ocupar o cargo e confirmou que tinha dado "sinal verde" para a privatização da empresa.

Com a saída de Juarez Cunha, o número de baixas no governo Bolsonaro, considerando primeiro e segundo escalões, subirá para 19. Semana passada, o presidente do BNDES, Joaquim Levy, pediu demissão. Da mesma forma que Cunha, Levy foi alvo de comentários públicos de Bolsonaro, que igualmente demonstrou insatisfação com o desempenho do economista e disse que iria demiti-lo.

Carlos Alberto dos Santos Cruz, que era da Secretaria de Governo da Presidência, também foi afastado semana passada. A decisão foi atribuída por um auxiliar do presidente a uma "falta de alinhamento político-ideológico" e embates com outros integrantes do governo.