O campo-grandense que precisar de atendimento presencial nas repartições públicas municipais vai ter que se programar para ir mais cedo a partir do dia 1º de março de 2026. Alegando a necessidade de promover a "sustentabilidade financeira das contas públicas", a prefeita Adriane Lopes (PP) publicou, em edição extra do diário oficial desta sexta-feira (27), decreto de contingenciamento e contenção de despesas.
A mudança mais sentida de imediato pela população será o encurtamento da jornada de atendimento. As repartições públicas municipais passarão a funcionar apenas das 7h30min às 13h30min para o público externo. A medida de austeridade blinda serviços inadiáveis, preservando o horário normal das escolas da Rede Municipal de Ensino e das unidades de saúde.
Para quem exerce cargo de direção e chefia, o trabalho interno pode seguir até as 17h, mas com um adendo amargo: o decreto veda terminantemente o pagamento de qualquer adicional por serviço extraordinário, plantão ou hora extra.
A meta dos 25%
A ordem do Executivo aos seus gestores é impor de imediato uma redução de, no mínimo, 25% no consumo de água, energia elétrica, combustíveis, serviços de impressão e prestação de serviços por terceiros.
O Decreto n. 16.556/2026 também fecha a torneira de despesas com pessoal ao proibir a nomeação de novos servidores efetivos (exceto reposição em serviços essenciais), a contratação de temporários (salvo aqueles bancados por convênios externos) e a concessão de diárias de viagem sem justificativa indispensável.
Outro alvo são os contratos administrativos vigentes. A prefeitura determinou a abertura de mesas de negociação com todos os fornecedores para arrancar descontos nos preços contratados ou reduzir as quantidades de serviços e produtos adquiridos. Segundo a publicação, o esforço ocorre para cumprir o Programa de Equilíbrio Fiscal, pactuado entre a prefeitura e a Secretaria do Tesouro Nacional, que permitiu novo empréstimo para obras na gestão Adriane Lopes.








