Menu
sábado, 24 de julho de 2021
PMCG REFIS 16 A 29/07
Política

Em MS, nem deputado de Bolsonaro defende íntegra da reforma da previdência

Parlamentar faz parte da base do presidente, mas defende mudanças no texto atual

03 março 2019 - 13h30Por Rodson Willyams

O deputado federal Loester de Souza, o Tio Trutis (PSL), disse que vai trabalhar para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, que trata da nova Previdência, seja aprovada na Câmara Federal. No entanto, defende que dois pontos precisam ser revistos: quanto ao tempo e idade mínima de contribuição dos trabalhadores rurais e o tempo de contribuição para os servidores da segurança pública.

Em entrevista ao TopMídiaNews, o parlamentar disse que vai trabalhar para que a proposta seja aprovada. "Vou trabalhar essa questão que foi proposta na campanha sem víeis ideológico, sem toma lá dá cá. A gente sabe que essa proposta que foi apresentada deve passar por emendas, mas de certa forma, queremos que ela possa atender o maior número de brasileiros".

Trutis informou que deve propor que a equipe reveja a proposta para que possa contemplar os trabalhadores rurais. "Vou argumentar para que consiga diminuir a redução da idade e também o tempo de contribuição para o trabalhador rural. Vou pedir também o aumento no valor da proposta, para aquela pessoa que nunca contribuiu. Hoje é a partir de 65 anos recebe um salário mínimo até o final da vida. Na proposta do governo é que seja de 60 anos com recebimento de R$ 400, quero que seja de um salário mínimo desde que ele comprove o trabalho no campo".

Outro ponto lembrado seria com relação a aposentadoria dos profissionais da segurança pública. "Neste caso, acho que seria pelo tempo de contribuição. Teria ter uma transição suave. Poderia também fazer a redução do tempo, porque eles não têm hora extra e a carga horária é mais puxada dos demais trabalhadores", comentou.

O deputado ainda afirmou que projeto foi bem recepcionado pela base do governo na Câmara Federal. "Achei que foi bem receptiva e fiquei até surpreso". No entanto, relata que a missão não deverá ser fácil e acredita que 'todo mundo vai ter que ceder um pouco'.