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sexta, 22 de janeiro de 2021
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Política

Deputados 'da China', Soraya e Trutis prometem até renunciar se Bolsonaro mandar

Parlamentares foram à China para conhecer tecnologia, mas sem autorização de presidente

21 janeiro 2019 - 13h10Por Rodson Willyams

O deputado federal Loester Souza, o Tio Trutis (PSL), rebateu, mais uma vez, as críticas quanto a viagem à China em que acompanha senadores, como a sul-mato-grossense Soraya Thronicke, e deputados federais da bancada de Jair Bolsonaro ao país.

Pela rede social, o parlamentar disse que é apenas um 'soldado atrás das linhas inimigas' e que se Bolsonaro ligar dizendo que foi um 'erro', pedir para voltar e banir a tecnologia, afirmou que paga a passagem de volta ao Brasil e renuncia ao cargo.

"Se você me criticou, tem obrigação de compartilhar", diz. Lá, ele faz a sua explicação: "pra quem ainda não entendeu a questão China, vamos lá", começa.

"Tenho total consciência do que eu vim fazer, sou apenas um soldado atrás das linhas inimigas. Se o Brasil cortar relações com a China eu reconheço o erro, e volto. Agora se Jair Messias Bolsonaro me ligar, ele tem meu número, e dizer que é para eu voltar, e que a tecnologia Huawei esta banida do Brasil, eu volto pagando a passagem do meu bolso e renuncio meu mandato, nem tomando posse dia 02/02. Sou um Patriota!", diz em nota.

E continua: "não iria me pronunciar até voltar no dia 30, mas como a Folha soltou uma fake e muita gente replicou que estaríamos chantageando o presidente pra votar as reformas, afirmo: fui eleito para ajudar nessas reformas e outros projetos que vão mudar o Brasil, meu apoio não é moeda de troca", garante.

O deputado ainda reafirma: "meu apoio ao Jair é inegociável é inabalável. Também disserem que um parlamentar do grupo daria um soco nele, MENTIRA. Quebro o decoro e os dentes de quem ameaçar o presidente na minha frente. Peço que compartilhem e ajudem a verdade se espalhar e quando eu voltar darei as explicações dos reais motivos dá viagem aos eleitores".

O mesmo post foi replicado pela senadora Soraya em sua redes. Pelo Twitter, Thronicke ainda ironizou a situação. "Levante a mão aquele brasileiro que possui menos de dez produtos chineses em casa!". 

Pelas redes sociais os parlamentares foram alvos de críticas e de defesa

Nos comentários de Tio Trutis, um homem diz: "desce do salto aí cheff você não era ninguém na política só foi eleito por causa do Bolsonaro, se tivesse um pouco de hombridade pediria desculpas aos seus eleitores pelo mal entendido. Mas a forma presunçosa que você e a Soraya responderam as críticas só mostraram o despreparo de vocês".

Outro usuária também questionou o parlamentar. "Uai, então você admite que foi ver a tecnologia da empresa Huawei. Você não tinha dado a entender que não no vídeo? Putz. Nem vou dizer nada sobre isso. E essa história de comércio com a China 'sem ideologia'. Você sabe que o governo chinês é o maior dono das empresas chinesas, não? E que o deslocamento do comércio do eixo EUA e Europa para China foi ideológico? Tudo na China é ideologia. Cara, por despreparo, você vai ser engolido e usado por aquilo que jurou combater".

No post replicado pela senadora houve que saísse em defesa. Um homem disse: "não se trata que os Parlamentares estão ou não conhecendo um produto para ajudar o país ou se podemos ou não cortar relações comerciais; a China escolheu vocês a dedo para causar todo esse problema na base do PSL, Bolsonaro recebeu o mesmo convite porque sabe o que são de fato os chineses. Vocês foram usados, o Serviço Secreto e o Partido Comunista Chinês provavelmente tem dossiê de cada um de vocês. Vocês passaram a campanha inteira lutando contra a "esquerda", mas antes de assumir o cargo aceitaram um convite de um sistema Big Brother de controle social disfarçado de sistema de segurança. Vocês deveriam consultar o Ministro GSI ou mesmo o Presidente. Eles foram surpreendidos ao saber que os parlamentares do PSL estão se deliciando em um hotel cinco estrelas com tudo pago pelo maior Partido Comunista do mundo, o mesmo que financiou Ciro Gomes e que financia ditaduras genocidas na África, América Central e Venezuela".