A campanha de Vander Loubet (PT) ao Senado Federal começou ainda em 2023 e de forma bem tortuosa do ponto de vista político e moral; atuou para manter um bolsonarista na chefia do DNIT em MS e conquistar as graças da direita de MS.
O objetivo do petista era unir forças e chegar à Casa Alta. Euro Nunes Varanis Júnior era servidor do Departamento que cuida das rodovias, uma das autarquias mais desejadas por políticos, entre outros fatores por volume de recursos altos. Foi nomeado por Tarcísio de Freitas, em 2020, na gestão Jair Bolsonaro.

Euro Nunes foi nomeado por Bolsonaro e mantido por Vander (Foto: Reprodução DOU)
Na virada de governo para Lula, em 2023, veio a mágica da falsa polarização de Vander, na condição de líder da bancada de MS; Euro passou a ser o servidor de ''dois deuses'' e mesmo com peito verde e amarelo trabalhou pelos interesses de Lula. E Vander.
Loubet não se fez de rogado. Deu até entrevistas reconhecendo que fora articulação de Eduardo Riedel e dele, claro, para saciar interesses próprios. Também elogiou ações de Euro, por exemplo, nas obras de restauração da BR-267, perto de Porto Murtinho, isso em 2024.
''Vão ser investidos R$ 240 milhões que conquistamos pelo Novo PAC de Lula. Fora isso, tem os R$ 472 milhões que garantimos para a alça de acesso da BR-267 até a ponte que está em construção sobre o Rio Paraguai em Murtinho'', disse Loubet à época.
A artimanha de agradar gregos e troianos – na contramão da polarização entre petistas e bolsonaristas - foi chamada por Vander como ''maturidade política''. Claro, precisava disso para a campanha ao Senado ter viabilidade em um estado majoritariamente bolsonarista. Aliás, o deputado federal rasgou elogios ao governador. Os três, inclusive, se reuniram em Brasília – em abril deste ano –para tratar de programa do DNIT, que libera R$ 200 milhões em recursos para rodovias federais de MS.

Vander atendeu Riedel por simpatia da direita em eleição ao Senado (Foto: Saul Schramm)
Porém, nem tudo foram flores para Loubet. A articulação por nome bolsonarista incomodou a militância, que pedia nomeação de quadros mais jovens e da própria base para cargos como o DNIT.
Vander ousou novamente, desta vez há poucos dias; ainda em nome da campanha ao Senado, defendeu que a bolsonarista Tereza Cristina – chamada de ''menina veneno'' por ativistas de esquerda, seja presidente do Senado Federal em 2027. Pragmático e burocrata, Vander não se incomoda com atalhos para chegar ao poder.









