O vereador Jean Ferreira (PT) publicou um vídeo no Instagram para cobrar a Prefeitura de Campo Grande sobre a falta de repasses financeiros aos trabalhadores do setor cultural. Na postagem, o parlamentar acusa a gestão municipal de atrasar pagamentos e aponta o risco de a administração não lançar o edital do FMIC (Fundo Municipal de Investimento Cultural) em 2027.
Segundo o parlamentar, o município não quitou os projetos do fundo referentes a 2026. "Vão querer utilizar o do ano posterior para pagar o ano anterior, como sempre fizeram, e assim a nossa Capital vai afundando em acesso à cultura", afirmou Ferreira. Ele destacou no vídeo que a cidade ocupa o último lugar em um ranking nacional de acesso à cultura.
O vereador direcionou críticas diretas à prefeita Adriane Lopes (PP) e ao secretário municipal de Cultura. Na avaliação dele, o município simula investimentos na área utilizando apenas as verbas enviadas pelo governo federal. "Não dá para a prefeitura continuar fingindo que está investindo na cultura com recursos federais", declarou.
O político ressaltou que o setor se mantém sustentável na cidade em virtude de iniciativas ligadas à União e ao governo Lula (PT), como a Lei Aldir Blanc, o Pnab e a Lei Paulo Gustavo. "Se dependesse dos recursos próprios que a prefeita Adriane Lopes não quer investir na cultura, porque não vê a importância da cultura na vida das pessoas, os artistas estariam ainda mais desamparados", completou.
Para investigar a destinação do orçamento, Ferreira anunciou que vai agendar uma reunião com o secretário responsável pelas áreas de fazenda e finanças. "Nós estaremos cobrando informações (...) para que a gente saiba se realmente não tem recurso para a cultura, quanto precisa ainda ser pago e quanto efetivamente foi pago", explicou.
Ele também defendeu a atuação do Ministério da Cultura na fiscalização das contas da cidade. A medida, de acordo com o parlamentar, serviria para "aferir se a Prefeitura de Campo Grande está investindo o mínimo percentual com recursos próprios, recursos da arrecadação daqui do município, para poder receber mais recursos culturais".
A denúncia gerou manifestações do segmento. A Associação de Reggae de MS comentou na postagem, demonstrou solidariedade aos artistas afetados e cobrou a aplicação real de investimentos municipais em 2027. "Sem editais garantidos, o retrocesso é enorme", pontuou a entidade.









