Vereadora Luiza Ribeiro (PT) manifestou apoio à investida da Polícia Federal contra a vice-prefeita de Campo Grande, Camilla Nascimento, nesta terça-feira (25). O caso se refere ao investimento de R$ 1,2 milhão do IMPCG no banco fraudulento Master.
''Nosso gabinete fez profunda investigação para denunciar a então presidente do IMPCG, Camilla Nascimento, a prefeita Adriane Lopes por estarem envolvidos em um grande crime'', disparou Luiza.
Na visão da petista, a operação da PF é fruto da investigação dela e também envolveria a questão do empréstimo consignado para servidores públicos, em uma modalidade desvantajosa.
''Esse grupo visava retirar da previdência social, dinheiro importante dos servidores e inclusive dos consignados'', refletiu Ribeiro.
A parlamentar disse que ninguém aguenta mais o que definiu como ''quadrilha que se instalou no Paço Municipal'' e conta com Ministério Público e Polícia Federal.
Toc Toc Toc
A investigação teve início após um relatório de auditoria elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), do Ministério da Previdência Social. O documento apontou possíveis irregularidades no processo que levou à aplicação dos recursos previdenciários.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que servidores envolvidos na decisão, por ações ou omissões, teriam deixado de observar procedimentos técnicos e administrativos necessários para a aplicação do dinheiro. A suspeita é de que as condutas tenham exposto o patrimônio do regime previdenciário municipal a riscos.
O inquérito apura, em tese, os crimes de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa.
Mandados na SAS
Agentes federais chegaram por volta das 5h ao prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS). Materiais foram recolhidos de diferentes salas e as equipes deixaram o prédio carregando malotes.
Segundo um áudio obtido pelo TopMídiaNews, os policiais solicitaram acesso a diversos ambientes da secretaria e avisaram que poderiam arrombar as portas caso não fossem abertas pelos servidores.
Entre os locais acessados estava o gabinete da secretária de Assistência Social e vice-prefeita Camila Nascimento. Na época em que o investimento foi realizado, ela era presidente do IMPCG.
Após a crise envolvendo o Banco Master, Camila prestou esclarecimentos à Câmara Municipal sobre a aplicação dos recursos. Na ocasião, afirmou que, apesar de alertas sobre a instituição financeira, não considerava que o investimento representasse um risco.
O investimento passou a ser questionado após a quebra do banco. Desde então, o município tenta recuperar o dinheiro aplicado.
O atual presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, chegou a afirmar que os R$ 1,2 milhão poderiam ser recuperados em até três meses, após medidas judiciais para bloquear os pagamentos e garantir o ressarcimento.
Quase um ano depois, porém, o dinheiro ainda não teria sido devolvido aos cofres do instituto.










