Geovane Mateus Costa Lima, de 27 anos, passou recentemente pela cirurgia de troca da traqueostomia por um tubo T, essencial para a recuperação da fala, mas o procedimento deixou sequelas graves. O jovem segue sem voz e com dores, e a ferida na traqueia cicatrizou de forma errada, agravando ainda mais o seu quadro.
Segundo a esposa, Rarielen dos Santos Pereira, de 26 anos, a broncoscopia realizada antes da cirurgia permitiu a limpeza externa da ferida e a colocação de uma cânula maior para garantir a respiração de Geovane. No entanto, o procedimento cirúrgico, que já deveria ter ocorrido meses antes, acabou trazendo complicações que agora comprometem sua recuperação.
“Meu esposo segue sem voz, com dores, e sem sucesso em um tratamento que poderia ajudá-lo a se recuperar. Cada dia de espera é um passo para trás. Dói profundamente sentir que a vida de um ser humano está sendo tratada como se não tivesse valor”, relatou Rarielen.
A família buscou atendimento na Santa Casa, mas recebeu apenas informações de que não estão sendo realizadas cirurgias eletivas nem de urgência, sendo orientados a recorrer à Justiça se quisessem agilizar o procedimento.
Geovane ainda precisa de acompanhamento especializado para tentar reverter as complicações da cirurgia, enquanto a família vive a frustração de ver que um procedimento essencial resultou em sequelas graves e limitações permanentes.







