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Saúde

há 1 hora

Falta de especialistas preocupa e dificulta atendimento para doenças respiratórias em Campo Grande

A situação preocupa, principalmente diante do período de calor intenso e baixa umidade registrado em Mato Grosso do Sul, condições que podem agravar sintomas e doenças respiratórias

A falta de médicos pneumologistas na rede municipal de saúde de Campo Grande tem dificultado o atendimento de pacientes que precisam de acompanhamento para doenças respiratórias, tanto adultos quanto crianças. O problema foi levado à Câmara Municipal nesta terça-feira (2), durante discussão sobre demandas da saúde pública.

A situação preocupa, principalmente diante do período de calor intenso e baixa umidade registrado em Mato Grosso do Sul, condições que podem agravar sintomas e doenças respiratórias.

A Câmara aprovou uma indicação à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para que seja feita a recomposição do quadro de pneumologistas da rede. Segundo o relato apresentado durante a sessão, pacientes estão encontrando dificuldades para conseguir acompanhamento especializado.

“Uma munícipe trouxe para a gente informações e comprovação da falta de especialistas na área de pneumologia, situação que tem dificultado o atendimento à população que necessita do acompanhamento, tratamento de doenças respiratórias, crianças e adultos”, detalhou a vereadora Luiza Ribeiro (PT), durante a leitura da indicação.

A parlamentar ainda completou, detalhando a preocupação com a situação, por conta da onda de calor e baixa umidade do ar.

A falta de especialistas ocorre em meio a uma série de problemas enfrentados pela saúde pública de Campo Grande ao longo deste ano.

O TopMídiaNews já mostrou relatos de pacientes sobre demora no atendimento, falta de médicos e superlotação em unidades de pronto atendimento da Capital. Em maio, pacientes da UPA Leblon relataram espera de horas para atendimento e número reduzido de profissionais, inclusive na área pediátrica.

A situação também chegou ao debate político com a tentativa de criação de uma CPI da Saúde na Câmara Municipal. Em junho, oito vereadores haviam declarado apoio à investigação, que tinha como objetivo apurar problemas no atendimento da rede municipal.

Mais recentemente, a própria Prefeitura anunciou mudanças nos horários de funcionamento de unidades da rede municipal. A reorganização passou a valer em 1º de setembro e alterou jornadas e horários de alguns serviços ligados à atenção especializada e às urgências.

 

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