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sábado, 26 de setembro de 2020
Saúde

Mandetta aposta em vacina e mosquito com bactéria para excluir Campo Grande do ranking da dengue

Para ministro, a ciência pode tirar a cidade da condição de 3ª capital com maior número de notificações

30 março 2019 - 18h10Por Celso Bejarano, de Brasília

O ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) disse, logo depois da audiência com integrantes da Comissão de Assuntos Sociais, colegiado presidido pelo senador Romário (Podemos), o ex-jogador, em Brasília, que sua grande aposta para tirar Campo Grande (MS) da condição de 3ª capital do Brasil com maior número de notificações de casos de dengue, é a ciência.

De janeiro a março deste ano, ao menos 10 mil pessoas foram contaminadas pela dengue e três delas morreram na cidade.

O ministro, campo-grandense, ex-secretário municipal e ex-deputado federal por Mato Grosso do Sul, afirmou que Campo Grande será a primeira cidade do país a empregar um projeto que consiste na liberação de mosquitos com uma bactéria conhecida como Wolbachia.

O experimento já desenvolvido em pequena escala no país, desde 2017, consiste no cruzamento da bactéria com o mosquito Aedes, o transmissor da doença.

O estudo indica que a transferência da bactéria pela fêmea aos seus filhotes proporciona a substituição gradual dos mosquitos Aedes pelos mosquitos com a bactéria que, segundo o estudo, não transmite doença alguma.

“Por isso digo que o combate à dengue está na mão da ciência. O mosquito com a bactéria Wolbachia é a solução, um mosquito que não transmite a dengue e será a arma de controle biológico do vetor”, acredita o ministro.

O ministro não revelou, contudo, a data da inserção dos insetos com bactéria na cidade.

VACINA

Outra arma contra a dengue, segundo o ministro, é a vacina que tem sido produzida pelo Instituto Butantan em parceria com um laboratório.

O antídoto, que protege em até 86% dos vacinados contra a dengue, deve ficar disponível para o uso no ano que vem.

MAIOR EPIDEMIA

Mandetta recordou ainda, em coletiva de imprensa, que, em 2007, então secretário de Saúde de Campo Grande, o município enfrentou a pior epidemia de dengue.

À época, disse ele, foram notificados 54 mil casos. “Considerando que para cada um caso notificado existem ao menos 10 não notificados, tínhamos uma média de 500 mil pessoas com dengue”.

Mandetta contou também que, naquele ano, duas pessoas morreram de dengue na cidade, então com 700 mil habitantes. Naquele período, tendas foram montadas em frente às unidades de pronto-atendimento para cuidar de pacientes com dengue. Pelo método praticado pelo município para conter os casos, a prefeitura virou referência no ataque à doença.

O ministro afirmou ainda que a prevenção é o melhor remédio para atacar a doença.

Prevenir contra a dengue exige dos moradores cuidados como tampar tonéis e caixas d’água, manter as calhas sempre limpas, manter lixeiras tampadas, escapar dos acúmulos de água. A tarefa do município, no caso, é a de fiscalizar e orientar a população.

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