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Com filas e Procon, Vasco x Fla em Manaus supera até Copa do Mundo

21 abril 2016 - 14h25Por ESPN

A Copa do Mundo, de certa forma, voltou a Manaus.

A escolha da capital do Amazonas como local do clássico Vasco x Flamengo, neste domingo, pela semifinal do Campeonato Carioca, provou-se um acerto total, com os 44 mil ingressos disponíveis já vendidos. Com isso, o melhor público já registrado na Arena da Amazônia, inaugurada em março de 2014, será batido no final de semana.

Até hoje, a maior audiência em uma partida no estádio manauara foi em 25 de junho de 2014, quando 40.322 fãs assistiram à fácil vitória por 3 a 0 da Suíça sobre Honduras, pela fase de grupos do Mundial. Desde então, nenhum outro jogo realizado conseguiu superar essa marca.

O processo de venda dos ingressos, contudo, foi bastante tumultuado.

Desde que os bilhetes começaram a ser comercializados, na última terça-feira, foram necessárias apenas 24 horas para que todas as entradas já estivessem esgotadas. Pela internet, a venda transcorreu sem problemas. O mesmo não se pode dizer sobre os pontos físicos.

Na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, que fica ao lado da Arena da Amazônia, longas filas se formaram durante todo o dia, e os torcedores tiveram que colocar a paciência à prova até conseguiram sair com um ingresso. Alguns fãs, inclusive, chegaram ao local na tarde de segunda e acamparam durante a noite para garantir que iriam conseguir realizar a compra.

Em shoppings da cidade, a procura também foi intensa. No Amazonas Shopping, no Manauara Shopping e no Shopping Sanaúma, torcedores também fizeram longas filas durante o dia para tentar comprar um ingresso - no Manauara, inclusive, a fila chegou a sair do estabelecimento. Muitos conseguiram, mas centenas saíram de mãos abanando.

Também não foram poucas as reclamações em relações a cambistas e "furadores" de fila, o que chegou a causar confusões, mas sem registros de violência ou ação policial.

Outro fato que chamou a atenção na concorrida venda de ingressos foi o aumento irregular do valor dos bilhetes no meio do processo de venda, sem qualquer tipo de aviso prévio aos torcedores. Não à toa, a história foi parar no Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) e na Defensoria Pública do Amazonas.