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Em último ato, Kobe Bryant brilha, faz 60 pontos e leva os Lakers à vitória

14 abril 2016 - 09h12Por Globo Esporte

Com 60 pontos e uma vitória conquistada nos últimos segundos, Kobe Bryant escreveu de forma brilhante o último capítulo da sua história. O camisa 24 deixou a quadra do Staples Center sob aplausos, aos gritos de "Kobe, Kobe..." e ao som de Simply The Best, sucesso de Tina Turner. Foi uma despedida inesquecível na vitória de virada dos Lakers, por 101 a 96, sobre o Utah Jazz, nesta quarta-feira, em Los Angeles. Para completar, foi a maior pontuação de um jogador nesta temporada da NBA. Ele superou Anthony Davis, que havia marcado 59 pontos no dia 21 de fevereiro na vitória dos Pelicans sobre os Pistons.

- Obrigado a todos pelo carinho. Foi inesquecível. Vocês moram no fundo do meu coração. Muito obrigado por tudo o que vocês fizeram. Não só hoje como em toda a minha carreira. Um final perfeito seria com um campeonato. Mas essa noite voltando a jogar bem e proporcionando pela última vez um momento assim a todos me deixa muito feliz - disse o astro, que se tornou o jogador mais velho da NBA a pontuar mais de 50 pontos em uma partida.

- O mais legal para mim foi que os meus filhos realmente me viram jogar como eu costumava jogar - disse o ala, pai de Natalia e Gianna Bryant.

Antes da partida não faltaram homenagens. Vídeos com depoimentos de ex-companheiros. Clipes com melhores jogadas da carreira. Gritos intensos dos torcedores. Mas quando Magic Johnson pegou o microfone veio o silêncio. Para logo em seguidas todos ficarem de pé com suas palavras: “Kobe foi a maior celebridade desta cidade nos últimos 20 anos. Não apenas um ícone esportivo, mas um dos maiores (jogadores) a vestir o roxo e dourado (cores dos Lakers). Kobe nunca traiu o jogo, nunca enganou seus fãs. E merece tudo isso. Só podemos dizer obrigado.”

O longo abraço entre os dois emocionou. Para os fãs, Magic Johnson segue como o maior ídolo da história dos Lakers. Mas Kobe Bryant foi a figura mais polarizadora que já vestiu a camisa da franquia. Escrever seu nome na história vai muito além de uma análise fria dos números, dos triunfos ou dos fracassos. De ser herói ou vilão. Kobe acumulou todos os momentos. Em larga escala. Tem mais a ver com o vínculo e a ligação emocional criada entre ele e os fãs durante as 20 temporadas em Los Angeles. Foram 1.566 jogos com a camisa dos Lakers. Nunca um jogador defendeu tanto uma equipe na NBA. Uma estrela em uma cidade que respira glamour. Poucas vezes se viu uma relação tão forte. Kobe nunca abandonou Los Angeles. Oportunidades não faltaram. Motivos também não. Mas ele sempre ficou. E pode-se dizer que L.A. abraçou Kobe.

Kobe estava visivelmente emocionado no início da partida. E ansioso. Como era de se esperar, os primeiros arremessos dos Lakers vieram de suas mãos. Sem direção. Uma infiltração como nos bons tempos, mas a bola insistia em não cair. Quarta tentativa e nada. Quinto arremesso e novamente o aro insistia em atrapalhar.

- Eu era uma pilha de nervos. Foi preciso me acalmar - admitiu Kobe.

Mas aí veio um toco em cima de Trevor Booker. E, em seguida, a primeira cesta. Muito comemorada. E Kobe se inspirou. Vieram mais dois pontos. E outros dois com falta. "Kobe, Kobe..." era só o que se ouvia. O camisa 24 passou a acertar tudo. Mais dois pontos. Depois, uma cesta de três. E ele terminava o primeiro quarto com 15 pontos.