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Felipão deixa 2014 para trás e se diz "muito feliz" na China

Mundial de novo

12 dezembro 2015 - 15h48Por Globo Esporte

Sala de imprensa lotada por jornalistas de diversas nacionalidades, tradução simultânea em quatro línguas, dezenas de voluntários, um protocolo meticuloso... O ambiente em volta de Luiz Felipe Scolari em entrevista coletiva neste sábado, em Osaka, bastava para mostrar que o treinador estava mais uma vez disputando uma competição organizada pela Fifa. Um ano e meio depois, Felipão chegou novamente a um Mundial – o de clubes - através da conquista da Liga dos Campeões da Ásia com o chinês Guangzhou Evergrande. O status pode não ser o mesmo de 2014, mas trouxe felicidade ao técnico, que faz sua estreia na competição neste domingo, contra o América do México, às 5h (de Brasília).

- Derrota acontece em qualquer lugar. No Brasil, no Japão... Minha vida seguiu, e vocês seguem sempre o trabalho da derrota, nunca da vitória. Felizmente, vim para a China, e minha equipe foi campeã. Segui minha trajetória de trabalho. Não estou preocupado se estou no Brasil ou na China. E aviso ao Brasil que estou muito feliz na China. Muito contente, apesar da derrota no Brasil – disse, após ser questionado se um possível sucesso no torneio do Japão deixaria para trás o ocorrido na Copa.

Apesar da felicidade pela boa temporada com o Guangzhou - com retrospecto invicto desde sua chegada e os títulos da Champions da Ásia e do Campeonato Chinês -, Felipão gostaria de chegar ao Mundial de Clubes em situação mais otimista. Fazendo mistério, o treinador revelou ter quatro lesionados no elenco nos últimos dias e praticamente assegurou a ausência de dois deles no duelo contra os mexicanos, chegando a dizer para um jornalista que ocupasse o seu lugar quando perguntado sobre a possível escalação de seis estrangeiros.

Scolari voltou a dizer que admira o futebol mexicano por ter aspectos parecidos com o futebol brasileiro, como o toque de bola e a qualidade técnica. Por isso, espera que o experiente América venha para a partida deste domingo com uma formação ofensiva, sugerindo que já tem um antídoto na cabeça.

- É uma equipe que sai mais para atacar, tem mais experiência. Praticamente tem 11 jogadores que compõem seleções: Paraguai, Equador, México... Portanto, uma equipe bem mais qualificada que a nossa equipe. Deve sair, provavelmente, atacando. Muito mais que o normal, até porque vai tentar se impor no jogo. Vamos fazer aquilo que estamos preparados para dificultar essa situação - completou Scolari.

No comando do Guangzhou desde junho, Felipão acredita que já conseguiu mudar o estilo de jogo do atual pentacampeão nacional com a ajuda de sua comissão técnica brasileira. Ao mesmo tempo que vê talentos brasucas se adaptando ao estilo asiático de jogar, acredita que os chineses já se comportam dentro da "filosofia sul-americana". O que ainda falta, na opinião do brasuca, é experiência.

- O futebol chinês está progredindo, melhorando, mas falta experiência, e eu falo pelo Guangzhou. Mas vamos adquirir jogando competições como essa, a Champions da Ásia. É importante esse torneio que começa amanhã, para o Guangzhou e para o futebol chinês adquirirem experiência para os próximos anos.