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Governo garante reabertura do Morenão com obras emergenciais em 2017

Há ainda previsão de revitalização do local no próximo ano

28 dezembro 2016 - 15h48Por Da Redação / NotíciasMS

Fechado há dois anos a pedido do Ministério Público, por não atender normas de segurança e acessibilidade previstas no Estatuto do Torcedor, o Estádio Pedro Pedrossian (Morenão) está sendo readequando pelo Governo do Estado para sediar jogos do Campeonato Estadual da Série A de 2017, que começa em janeiro. 

O convênio assinado pelo Estado com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) projeta a transformação da histórica praça esportiva em uma nova arena de multiuso para competições nacionais e megaeventos.

“Vamos devolver o Morenão à comunidade esportiva, à sociedade sul-mato-grossense, dentro de um processo de resgate do nosso futebol e seu retorno à elite nacional, de onde não deveria ter saído”, afirmou o presidente da Fundação de Esportes e Lazer de MS (Fundesporte), Marcelo Miranda. 

O presidente ainda disse que em uma segunda etapa o Estado, em conjunto com a UFMS, pretende promover a total revitalização do estádio e equipá-lo para receber jogos do Brasileiro de Futebol de 2017 e outros esportes, como o atletismo.

Obras emergenciais
O presidente da Fundesporte explicou que o projeto de revitalização implicará em melhoria do gramado, do sistema de som, iluminação e instalação de telões, placar e assentos em todas as estruturas para o público.

As obras emergenciais em execução para garantir segurança e acessibilidade, nesta primeira etapa, por exigência do Corpo de Bombeiros, incluem instalações de corrimãos nas escadarias de acesso, grades nas rampas e no fosso que contorna o gramado e também sinalização de saídas. O Estado investe R$ 150 mil nas reformas.

Parceria privada
O projeto em estudo para revitalizar o “Pedro Pedrossian” e torna-lo uma arena moderna e atrativa para receber partidas de futebol das sérias A e B do Brasileiro e também competições de esportes olímpicos de nível nacional, como os Jogos Escolares e os Jogos Universitários, mira também as estruturas das arenas olímpicas do Rio de Janeiro, que estão sendo desmontadas. Miranda informou que o Estado buscará, também, apoio financeiro do Ministério dos Esportes e da iniciativa privada.

“A nossa grande meta ao recuperar o estádio é unir a cultura, o esporte e o lazer, e reviver aquela praça de esportes com seu grande público não fortalece apenas o futebol, mas fomenta a economia, atende a uma cadeia onde o beneficiado final são as pessoas, a cidade”, justifica Marcelo Miranda, ao acrescentar que “o Morenão não perde em nada para as grandes arenas de futebol do País” e as adequações em sua estrutura não exigem grandes investimentos em recursos.

Berço do futebol
Inaugurado em 7 de março de 1971, o Morenão foi um dos principais palcos do futebol brasileiro até a década de 1980, enquanto o futebol do Estado esteve em ascensão. Com capacidade inicial para 44.200 pessoas, sediou, em 1972, uma chave da Copa Independência (Mini-Copa) formada pelas seleções da Iugoslávia, Bolívia, Paraguai e Venezuela. O recorde de público (38.122 torcedores) no jogo Operário 2 x Palmeiras 0, em 23 de fevereiro de 1978, é uma demonstração da força do futebol do Mato Grosso ainda uno.

“Estamos promovendo o resgate histórico de uma construção monumental e sólida, que não se faz mais, com adequações de pequenos detalhes, como a acessibilidade, que não podem ser empecilhos para seu fechamento por tanto tempo, em prejuízo ao esporte e ao torcedor”, observa Marcelo Miranda. “O estádio das Moreninhas (Jacques da Luz) não tem a estrutura e o conforto do  Morenão e está liberado para o Campeonato Estadual”, argumenta.

Segundo o presidente da Fundesporte, a meta do Governo do Estado, nesta primeira intervenção, é devolver o estádio ao futebol, cuja sobrevivência depende das instalações para proporcionar grandes espetáculos e motivar o torcedor para garantir grandes rendas. 

“O momento atual é positivo, com o governador Reinaldo Azambuja disposto a fazer mais esta entrega à sociedade, apoiado pelo reitor da UFMS, professor Marcelo Turini, que também reconhece a importância desse resgate para o nosso esporte”, finaliza.