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Holloway revela decepção com Aldo: 'O de antes não respeitaria o de hoje'

Havaiano, que disputa cinturão interino dos penas no UFC 206, afirma que brasileiro 'era melhor antigamente' e precisa enfrentá-lo se quiser 'lutar contra os melhores'

9 DEZ 2016
Globo Esporte
12h12min
Foto: Getty

O havaiano Max Holloway se colocou entre os melhores pesos-penas do mundo com uma sequência de nove vitórias, a maior série positiva da história da categoria no UFC. Com um feito desses no currículo, é compreensível a frustração do "Abençoado" por estar disputando apenas o cinturão interino, e não o absoluto, novamente nas mãos de José Aldo após ser tirado de Conor McGregor há duas semanas.

Acabou sobrando pro próprio Aldo como "válvula de escape" dessa frustração de Holloway. O havaiano não tem aliviado para o brasileiro em suas mais recentes entrevistas; ele reclama de entrevistas recentes do campeão de que preferiria enfrentar Anthony Pettis, seu adversário no sábado pelo título interino, a enfrentá-lo, com a justificativa de que atrairia mais mídia e dinheiro.

- Olha, eu respeito o José Aldo e tudo o que ele fez pelo esporte. Porém, as coisas que o José Aldo vem dizendo ultimamente são um tapa em quem sempre o assistiu. Primeiro, ele quer lutas mais fáceis e valendo dinheiro. O José Aldo de anos atrás não respeitaria o José de hoje. O José Aldo de antes era melhor. Se o José quer enfrentar o melhor, ele tem que vir enfrentar o "Abençoado" - declarou Holloway, em entrevista por telefone ao Combate.com.

Uma luta contra Aldo estará garantida caso Holloway derrote Pettis no sábado, no evento principal do UFC 206 - o Combate transmite ao vivo e com exclusividade a partir de 21h15 (horário de Brasília). Porém, para muitos, o verdadeiro campeão da categoria continua sendo Conor McGregor, que foi forçado a devolver o título dos penas após se sagrar campeão dos leves, mesmo sem perder nenhuma luta na categoria. Holloway foi o único homem a ir até o soar da sirene do último round contra McGregor no peso-pena (acabou derrotado por decisão unânime) e tem um bom argumento para pedir uma revanche, mas não tem preferência entre o irlandês ou o brasileiro para sua luta seguinte.

- Eu não estou olhando além do Anthony Pettis, essa é a primeira coisa, preciso do meu "tíquete dourado" primeiro. Mas fora isso, é uma situação de perder ou perder; se eu disser que quero enfrentar Conor, vão dizer que estou com medo do Aldo; se eu disser que quero enfrentar José Aldo, vão dizer que estou com medo do Conor, que ele é o campeão de verdade. Não dou a mínima, quero ambos! Podem marcar as duas lutas na mesma noite, podem marcar um atrás do outro, não importa; quero enfrentar os dois, para provar que sou o melhor do mundo.

Provar seu lugar como melhor do mundo, aliás, tem sido o grande fator de motivação de Holloway, 25, desde que perdeu para McGregor em 2013, última vez que saiu derrotado do octógono. Naquele ano, o havaiano sofreu duas derrotas consecutivas e ameaçava ser mais uma jovem promessa que estava ainda cru demais para o UFC. Contudo, três anos depois, cá está o "Abençoado", com nove vitórias consecutivas, incluindo quatro nocautes e duas finalizações.

- Minhas costas estavam contra a parede, eu era um leão ferido, e você não quer mexer com um leão ferido. É quando o melhor dele vem à tona. Eu entro com a mesma mentalidade em todas as lutas. Um campeão é julgado não pelo quanto ele conquista, mas por quão baixo ele chega e quão longe ele pode chegar depois de se levantar novamente. Mudei muito pouco, uma ou outra coisinha, mas segui entrando no cage com a mesma mentalidade. A prova está no que fiz, vou a cada luta buscando provar que sou o melhor do mundo - explicou Holloway.

No sábado, o havaiano terá pela frente um lutador que, como ele, gosta de trocar golpes em pé. Ex-campeão dos pesos-leves no WEC e no UFC, Anthony Pettis afirmou em entrevista ao site "MMA Junkie" nesta semana que o seu adversário copiava seu estilo e que isso tornaria "mais fácil" de se planejar para enfrentá-lo. Holloway admite que assistiu a muitas lutas do oponente, mas negou que tinha alguma admiração por "Showtime".

- Não sei se uso a palavra "admirar", mas ele era um dos caras a que eu assistia. Eu posso dizer que ele pegou um pouco de mim, quem está fazendo melhor? Vamos ver no sábado quem faz melhor. Vamos por no cage e ver o que cada um faz. Ele estava no WEC e no UFC antes de mim, eu assistia às suas lutas, claro, mas não sei se era um cara que eu admirava. Sou um striker, ele também é um striker, e acontece de fazermos as mesmas coisas - analisou.

Por outro lado, o "Abençoado" promete surpresas contra Pettis.

- A pressão que eu trago é muito diferente da do Rafael dos Anjos e do Eddie Alvarez. É apenas uma das várias formas como eu luto. Às vezes eu luto com pressão, às vezes não. Quero sempre fazer o cara se questionar se quer estar ali comigo ou não. Eu quero pressionar e fazer o cara desistir, e fazer o fã pensar se ele deveria mesmo estar ali dentro com o Max - concluiu.

O Combate transmite o UFC 206 ao vivo e com exclusividade neste sábado, a partir de 21h15 (horário de Brasília). O Combate.com acompanha o evento em Tempo Real no mesmo horário, e exibe as duas primeiras lutas do card preliminar em vídeo ao vivo. Confira o card completo:

UFC 206

10 de dezembro, em Toronto (CAN)

CARD PRINCIPAL (a partir de 1h, horário de Brasília)

Peso-galo: Max Holloway x Anthony Pettis

Peso-meio-médio: Donald Cerrone x Matt Brown

Peso-galo: Cub Swanson x Doo Ho Choi

Peso-médio: Tim Kennedy x Kelvin Gastelum

Peso-meio-médio: Jordan Mein x Emil Meek

CARD PRELIMINAR (a partir de 21h30, horário de Brasília)

Peso-meio-pesado: Nikita Krylov x Misha Cirkunov

Peso-leve: Olivier Aubin-Mercier x Drew Dober

Peso-palha: Valerie Letourneau x Viviane Sucuri

Peso-galo: Mitch Gagnon x Matthew Lopez

Peso-leve: John Makdessi x Lando Vannata

Peso-leve: Jason Saggo x Rustam Khabilov

Peso-mosca: Zach Makovsky x Dustin Ortiz

 

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