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Odair Santos é prata nos 5.000m T11, e abre contagem para o Brasil no Rio

Arrancada na reta final dá o ouro para queniano Samuel Kimani no Estádio Olímpico

8 SET 2016
Globo Esporte
10h49min
Foto: Reuters

Já tem medalha para o Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio! Em disputa com final emocionante até os metros finais, Odair Santos ficou com a prata nos 5.000m da classe T11, na manhã desta quinta-feira, no Estádio Olímpico. Com um sprint na reta final, o queniano Samuel Kimani tirou o tão esperado ouro do brasileiro, que coleciona agora oito pódios em Paralimpíadas. Também do Quênia vem o terceiro colocado, Wilson Bill.

Bicampeão campeão mundial, Odair deixou para trás qualquer trauma pela hipertermia que impediu o tri em Doha, no Qatar, no ano passado e voltou a figurar entre os melhores. O brasileiro já tinha ficado com a prata na mesma prova em Atenas 2004 e o bronze em Pequim 2008, mas competia na classe T12, para atletas com baixa visão. Desde 2010, no entanto, ele perdeu a visão completar por conta de uma retinose pigmentar, que começou a afetá-lo aos 9 anos.  

No próximo dia 12, Odair Santos volta à pista do Estádio Olímpico para a final dos 1.500m T11. Atual campeão mundial da prova e prata nos Jogos de Londres 2012, o brasileiro é favorito para, enfim, subir ao topo do pódio paralímpico pela primeira vez na carreira.

Estratégia quase perfeita

Um dos principais candidatos ao ouro, Odair foi paciente apesar da gritaria da torcida cada vez que passava pelo setor leste, o que concentrava maior parte do pequeno público presente no Estádio Olímpico. Sem deixar o trio queniano desgarrar, o brasileiro manteve o ritmo em cinco das sete voltas e meia da prova até acelerar nos últimos 800 metros. De uma só vez, pulou de quarto para primeiro e levantou a torcida. O ouro parecia questão de tempo.

Samuel Kimani, entretanto, fazia a melhor prova de sua vida e voltou a apertar. Na curva dos 200m, ultrapassou Odair, que ainda se manteve emparelho até a entrada na reta final, mas não conseguiu se recuperar contra o queniano, que fez sua melhor marca pessoal: 15m16s11. Pouco mais de um segundo depois (15m17s55), o brasileiro cruzou a linha de chegada, seguido por Wilson Bill (15m22s96). Nada que impedisse a festa da torcida que ainda se acomodava no Engenhão.

 

 

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