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Wellington Nem revela 'não' à Europa para poder jogar pelo São Paulo

Atacante explica preferência pelo Tricolor, parabeniza diretoria por contratação de Rogério Ceni e diz que está mais responsável que na época do Fluminense

7 DEZ 2016
Globo Esporte
13h42min
Foto: Maurício Rummens / Estadão Conteúdo

O São Paulo apresentou nesta quarta-feira seu primeiro reforço para 2017. Wellington Nem, que há mais de 15 dias já treina com o grupo, vestiu a camisa– ainda sem número definido – e explicou por que optou pela equipe do Morumbi.

– O São Paulo já havia me procurado há um ano e meio e eu tinha falado que sim. É um clube grande, que entra para ganhar tudo, e é isso que eu quero: voltar ao Brasil e ganhar todos os títulos possíveis com a camisa do São Paulo (...) Eu não estava feliz na Ucrânia. Houve uma possibilidade de ir para outro time da Europa, mas eu disse que não. Queria voltar para o Brasil, para o São Paulo, estar perto dos meus amigos e da minha família – disse o atacante.

Ao seu lado estava o diretor executivo Marco Aurélio Cunha, que elogiou a postura do jogador durante a negociação, quando outros clubes brasileiros tentaram contratá-lo.

– Quero ressaltar a lealdade do Wellington Nem na negociação. Quando o mercado descobre, sempre entra alguém tentando interferir. Em nenhum momento ele vacilou, no momento mais importante ele disse que o compromisso dele era com o São Paulo. Foi fundamental a forma como ele nos recebeu, e sua condução impecável – agradeceu o dirigente.

Wellington Nem terá férias a partir da próxima semana e vai se reapresentar no dia 5 de janeiro para a viagem aos Estados Unidos, onde o São Paulo disputará o Torneio da Flórida. Será a estreia do jogador.

Veja abaixo a íntegra de sua entrevista:

O QUE MUDOU EM RELAÇÃO AO WELLINGTON NEM DO FLUMINENSE

Sou um homem mais experiente, tenho um filho, uma família, responsabilidade. No Fluminense eu era mais moleque, agora é uma responsabilidade muito grande, ainda mais vestindo a camisa do São Paulo, um clube que ganhou tudo. Como jogador é o Wellington do Fluminense, do Figueirense, do Shakhtar, de ir para dentro, tentar a jogada, tentar o máximo sair com a vitória e se doar para o time.

POSIÇÃO EM CAMPO

Eu me sinto melhor pela direita, sempre joguei. Gosto de levar para o meio para fazer jogadas, é onde me sinto melhor.

ROGÉRIO CENI

Não tive contato com o Rogério, mas dou parabéns ao Marco por ter contratado o Rogério. Foi a melhor escolha que o São Paulo fez, é o maior ídolo do clube. Se tivermos a metade dos títulos dele, estaremos felizes.

DIFICULDADES NO SHAKHTAR

Eu fiquei muito tempo sem jogar porque vim para o nascimento do meu filho, foram quase duas semanas, na volta tive que me adaptar de novo, e já tinha conversado com o técnico que não queria mais jogar pela possibilidade de vir para o São Paulo. Estou bem fisicamente, se eu pudesse já jogaria nesses últimos jogos.

ADAPTAÇÃO NA UCRÂNIA

Meus dois anos no Shakhtar foram difíceis, eu me machuquei, o técnico falava que brasileiros demoravam dois anos para se adaptar. Depois, em um ano e meio, eu joguei, fiz gol, mas não estava feliz. Eu disse que não queria ir para a Europa, queria voltar para o Brasil, para o São Paulo, estar perto da minha família e dos meus amigos.

MÁ FASE DO ATAQUE DO SÃO PAULO

Esse ano foi ruim para todo mundo, não só para o ataque, é o grupo do São Paulo. Eu chego para somar, ajudar a todos, formar uma família para sermos muito felizes.

EVOLUÇÃO

Tenho muito a evoluir, apenas 24 anos, até quando eu parar vou tentar evoluir mais e melhorar para chegar no topo. E na Seleção.

 

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