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Sorvete e água de coco são as opções mais desejadas pelos campo-grandenses nesse calor

Refresque-se

30 OUT 2013
Marithê Lopes
18h15min
Foto: Marithê Lopes

O Verão inicia somente em dezembro, mas parte dos vendedores ambulantes já está comemorando as altas temperaturas registradas nos últimos dias. Uma das manias que sempre foi tradicional em Campo Grande com a alta dos termômetros é o sorvete conhecido como Moreninha, sabor de creme com cobertura de chocolate. Recentemente Campo Grande está com as temperaturas elevadas. Basta o sol aparecer e o calor mostrar a sua força para o sorvete ganhar o título da sobremesa mais desejada e a água de coco ser escolhida como opção bebida mais saudável e refrescante.


Nayara Michele Torres Valdez, frequentadora assídua da barraca Pé de Coco localizada na Avenida Capital, onde ela encontra uma alternativa para amenizar o calor que faz em Campo Grande. "Eu trabalho aqui perto e sempre venho tomar uma água de coco pra me refrescar já que esse calor está insuportável e aqui eu encontro a água mais gelada da região", conta.



O comerciante Antônio Almeida, conhecido por Tonhão comentou que no verão consegue arrecadar cerca de R$ 2.400 por mês vendendo água de coco. "Eu era motorista de caminhão e me cansei da vida de viajar, estou há dois anos vendendo água de coco, e me sinto muito feliz, pois além de ter mais tranquilidade eu faturo o suficiente para viver muito bem, ainda mais com o calor que está fazendo nessa cidade. Quanto mais quente estiver, maior é o meu lucro", declara Tonhão.  




Há dezoito anos o picolezeiro João Alves Sobrinho se faz presente na praça Ary Coelho onde já se tornou personagem do lugar. O grito já é conhecido pelos que passam diariamente pela praça "Tá calor, olha o sorvete!". "Esse calor que faz em Campo Grande me faz vender bastante, sempre tem alguém que vem comprar um picolé para se refrescar, e além de vender eu gosto muito de prosear com as pessoas", conta.

 

 

 

Hélita Trelha veio de Bonito e como na Capital não tem balneário ela teve que arranjar outra maneira para suportar o calor. "Aqui eu vivo a base de sorvete, picolé e água muito gelada. Quando estou no centro da cidade passo pela praça Ary Coelho, venho direto no carrinho de picolé e sento debaixo da sombra de uma árvore, só depois continuo meu trajeto", explica Hélita.  

 

 

De olho no aumento do consumo e nas temperaturas recordes, fabricantes de sorvetes artesanais e grandes marcas estão investindo no segmento. Além da qualidade diferenciada, esse sorvetes são caracterizados pela variedade de sabores. Maria José Ferreira, dona da Conveniência Bruna há seis anos, vende Dalle há 4 anos. O lucro na venda de sorvetes da marca é de R$500 mensais. "Eu estou muito satisfeita vendendo Dalle, os sabores que eu mais vendo são o picolé Leitinho, e os potes de 2 litros com sabores variados".

 

 

De passagem por Campo Grande o alagoense João Mota comenta que tem tido muita dificuldade para lidar com o clima da cidade. "Em Alagoas faz muito calor, mas aqui eu estou sofrendo muito com a alta temperatura, pois além de quente é extremamente seco", conta o turista que resolveu tirar a camisa e deitar no gramado da praça Ary Coelho para recompor as energias e se refrescar com o pouco de vento que fazia na tarde quente.

 

 

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