Menu
sábado, 23 de outubro de 2021 Campo Grande/MS
Campo Grande

Acusado de golpe em asilo, advogado é alvo do MPE por pegar R$ 3,4 mil de cliente

Ricardo Augusto Pegolo diz que valores se referem aos honorários dele

05 fevereiro 2021 - 13h00Por Thiago de Souza

Depois que o Asilo São João Bosco acusou golpe de R$ 75 mil por parte do advogado Ricardo Augusto Nascimento Pegolo dos Santos, outra denúncia veio à tona. Ele teria agido do mesmo modo e pego R$ 3.493 de outro cliente, em Campo Grande.

Segundo ação do Ministério Público Estadual, em abril de 2015, a vítima, de iniciais L.F.R, tinha títulos extrajudiciais no valor de R$ 3.493 e contratou o advogado Orlando Prado e Silva para fazer a cobrança judicial contra uma mulher. À época, ela propôs um acordo para parcelar a dívida em 35 parcelas de R$ 100. 

Porém, diz o MPE, em fevereiro de 2016, o advogado Orlando, por estar doente, mas sem avisar L.F.R, passou a procuração que tinha recebido para Ricardo Pegolo e outra advogada. 

A denúncia diz ainda que o problema se deu quando Ricardo, sem avisar L.F.R, fez um acordo com a devedora, que ficou de pagar apenas R$ 3.250 em depósitos no antigo Itaú Unibanco. O detalhe que esta conta é de Ricardo e não de L.F.R. 

A devedora, diz o processo, fez o primeiro depósito de R$ 2.000, em 14 de abril de 2016. Depois, por cinco meses, pagou R$ 250, até que o processo judicial se encerrasse. 

Em junho de 2016, a vítima foi verificar os andamentos processuais e viu que Ricardo tinha recebido os R$ 3.250, sem avisá-lo. Ele questionou o réu, mas Ricardo Augusto não teria dado satisfações e nem devolvido o dinheiro. 

Ainda segundo o MPE, sem ter as satisfações de Ricardo, a vítima foi à delegacia e prestou queixa. Porém, o advogado foi intimado duas vezes e não compareceu. O Ministério Público destacou que o advogado Orlando e outra advogada não tiveram nenhuma conduta criminosa. Ricardo foi denunciado à Justiça em 30 de outubro de 2019 e, até o momento, não foi a nenhuma audiência. O débito, em valores atuais, soma aproximadamente R$ 7.526,62. 

Resposta 

Ricardo se disse surpreso ao saber que havia uma ação criminal do MPE contra ele. Destacou que o valor cobrado pelo ex-cliente se refere aos honorários advocatícios. Pegolo chegou a iniciar uma ação de cobrança desses valores, ainda em 2020.  

Ainda, Ricardo entrou em contato com a defesa de L.F.R e propôs um acordo de quitação mútua e recíproca a fim de extinguir o processo. As tratativas estão em andamento. Para saber das outras acusações, clique aqui e aqui. 

Leia Também

Briga eleitoral 'quase' cancela show de Régis Danese e gera revolta em Bandeirantes
GLÓRIA E VOTO
Briga eleitoral 'quase' cancela show de Régis Danese e gera revolta em Bandeirantes
Nelsinho participa de encontro regional do PSD e fala da força política de MS
Política
Nelsinho participa de encontro regional do PSD e fala da força política de MS
Ventania deixa bairros de Campo Grande sem energia novamente
Campo Grande
Ventania deixa bairros de Campo Grande sem energia novamente
Acusado de sequestrar criança de 9 anos é preso em Dourados
Interior
Acusado de sequestrar criança de 9 anos é preso em Dourados