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Campo Grande

Após pesquisa Itop, Sesau confirma que falta de medicamentos e vagas ainda são maiores problemas

Secretaria dá panorama dos maiores gargalos na saúde pública de Campo Grande, tema que liderou reclamações entre moradores

14 dezembro 2018 - 16h40Por Amanda Amaral

Dificuldade em repor estoques de medicamentos, materiais e um número de médicos e vagas para atender pacientes abaixo do ideal se mantêm como os maiores problemas na saúde pública de Campo Grande. A afirmação é da própria Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), que respondeu ponto a ponto resultados de levantamento do Itop (Instituto TopMídia de Pesquisas).

A pesquisa ouviu de 1.562 pessoas, em 250 entrevistas realizadas durante o dia, noite e madrugada em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e Upas (Unidades de Pronto Atendimentos) instaladas em Campo Grande, cidade de 885.711 habitantes, conforme estimativa divulgada em agosto deste ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Medicamentos

Conforme a assessoria de imprensa da pasta, a indisponibilidade ou falta pontual de determinados medicamentos se deve principalmente a entraves burocráticos licitatórios, e afirma que a rede encontra-se mais de 80% abastecida. Até março de 2017, até mesmo os medicamentos básicos estariam em falta, o que refletia em menos de 20% de abastecimento.

Médicos

Sobre a falta de médicos, uma das maiores reclamações do campo-grandense, a secretaria informa que o processo para contratação está aberto e diariamente são convocados novos profissionais para reforçar os atendimentos nas unidades de saúde. No próximo ano, deve ser aberto concurso público com 800 vagas somente para suprir essa demanda.

Vagas

Sobre demoras e falhas no processo de internação e encaminhamento de pacientes, a causa teria raiz em má organização na gestão de leitos hospitalares, que estariam sendo redefinidas a partir de atuação ‘mais incisiva’ da regulação. A oferta de consultas com especialistas é citada como um problema crônico pela Sesau, que afirma ter feito a reorganização do fluxo de atendimentos para resolver a questão.

A expectativa é que a situação seja atenuada assim que a Unidade do Trauma esteja em pleno e total funcionamento. A nota da pasta afirma que 90% da superlotação em Upas e CRSs (Centros Regionais de Saúde) seriam solucionados com o foco na atenção primária, o que estaria entre os focos de atuação da Sesau.

“Em 2018, a cobertura de Estratégia de Saúde da Família (ESF) passou de 30% para 60%, o que representa um aumento significativo. [...] Consequentemente, a capacidade de atendimentos e oferta de consultas também foi ampliada a partir do acolhimento a demanda espontânea, evitando assim a espera por horas e horas ou que o paciente tenha que madrugar na fila”, expressa o comunicado.

A Clínica da Família no bairro Nova Lima é citada como exemplo, onde o paciente é acolhido, passa por uma escuta qualificada e tem o atendimento imediato caso seja necessário. O horário de atendimento é ininterrupto de 7h às 19h. A partir de 2019, outras unidades devem aderir ao horário estendido e pelo menos quatro Clínicas da Família devem ser inauguradas.

“A atual gestão iniciou um processo de reestruturação e melhoria no setor de Educação Permanente da Sesau, visando capacitar os servidores e prepará-los para lidarem com a rotina do dia a dia, principalmente em unidades de urgência e emergência onde há um fluxo maior de pacientes, visando ofertar um melhor acolhimento. Ainda dentro deste processo, foi ampliado o diálogo com o paciente/cidadão através da Ouvidoria SUS e pelo aplicativo Fala Campo Grande onde podem ser formalizadas as denúncias, críticas, elogios e solicitadas informações”, finaliza a nota.