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Campo Grande

Em dois meses no hospital, idoso definha e pode perder o pé; família denuncia descaso total

Filha conta que pai vive há 16 anos acamado e nunca teve uma ferida, mas está cada dia mais doente no hospital

18 janeiro 2019 - 15h00Por Nathalia Pelzl

A família de Silvio Veron, 87 anos, procurou a equipe do TopMídiaNews para fazer uma denúncia referente ao atendimento e higiene do  Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS). Segundo a filha, Ivanete da Silva Veron, o pai está internado há dois meses na ala amarela e, apesar de 16 anos acamado, nunca tinha tido uma ferida até então.

“Ele está lá há dois meses, acamado há 16 anos, nunca teve ferida, nada. Em dois meses ali, estão querendo amputar o pé dele, que pretiou por falta de circulação, por não trocarem ele de posição, pois ele é totalmente dependente. Meu pai está fedendo, pensa em um ser humano vivo que está fedendo. Eu só quero Justiça”, conta indignada.

Ela ressalta que, em toda visita, é um sofrimento. Segundo ela, o cordão de traqueostemia nunca foi trocado, o que aparenta estar machucando o pescoço do idoso.

“Todo médico que vai à área que ele está é plantonista, e só tem uma médica que vai lá quando quer. E todos os dias a única coisa que eles sabem falar é que não teve nenhuma intercorrência, só. E eles falavam o tempo todo que meu pai havia sido curado de uma pneumonia, no entanto, no dia que aprontamos um “auê” no hospital, foi que conseguimos falar com assistência social e a médica veio e disse que ele não havia sido curado. É agoniante, e eles só sabem falar que ele está bem, mas não fazem nada”, conta.

A revolta maior é a situação de descaso e o tratamento dado ao idoso. Eles reforçam que, quando Silvio entrou lá, no dia 27 de novembro, segundo a filha, estava gordo, vistoso e mais saudável do que agora.

(Silvio antes de ficar internado)

“O médico que quer amputar o pé do meu pai, apenas balançou a cabeça e disse que ele iria sentir dor. Um fala uma coisa, outro fala outra, você enlouquece ali. Olha, a gente está acabado, hoje minha irmã falou pra equipe médica que nós não vamos mais, pois eles estão matando meu pai”, conta aos prantos.

O outro lado

Nossa equipe entrou em contato com a assessoria de imprensa do local para verificação e posicionamento sobre os acontecimentos, mas até o fechamento desta matéria não teve retorno.

Outros Casos

Denúncias sobre o hospital são constantes. Na última semana, uma gestante contou que o parto foi realizado 30 horas depois de  chegar ao hospital, após autorização para uma cesárea, e que o bebê poderia ter morrido. Neste caso, a família irá procurar o conselho nacional de saúde.

O Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende (PSDB), diz que desconhece as denúncias de violência obstétrica no Hospital Regional, reportadas pelo TopMídiaNews. Ele destaca que a linha entre a má interpretação dos procedimentos comuns e a violência em si é muito tênue, colocando em descrédito os relatos das vítimas.

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