A família de Rogério Bispo de Sena, de 44 anos, busca respostas sobre as circunstâncias da morte dele, registrada na madrugada de 27 de setembro, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon, em Campo Grande. Segundo a filha, ele teria sido agredido durante uma briga na região central da Capital, nas proximidades do Camelódromo. A família afirma que só soube da morte dois dias depois.
De acordo com a filha, as informações que chegaram aos familiares indicam que Rogério estava bebendo com dois homens quando teria ocorrido uma tentativa de roubo, seguida de agressões. “Ele estava bebendo com dois rapazes lá no Centro, na frente do Camelódromo. Esses caras quiseram roubar ele. Eles começaram a brigar, derrubaram ele e bateram”, contou.
A agressão teria ocorrido na noite de 26 de setembro, por volta das 22h35. A filha relata que recebeu uma mensagem de uma mulher informando sobre a briga e dizendo que pessoas tentariam prestar socorro ao pai. Naquele momento, ela não sabia se a informação era verdadeira.
Rogério morreu às 3h55 da madrugada seguinte, segundo a filha. A família, porém, afirma que não foi informada sobre a situação naquele momento.
Família soube da morte ao procurar o pai na UPA
A filha conta que ela e a irmã foram à UPA Leblon em 28 de setembro para visitar Rogério, depois que outras pessoas comentaram o que havia acontecido. Foi na unidade que receberam a notícia da morte. “Não ficamos sabendo de nada”, relatou a filha, que questiona por que a família não foi comunicada e se houve registro da ocorrência relacionada à suposta agressão.
Como não conseguiram buscar informações antes, os familiares só souberam da morte dois dias depois. O sepultamento ocorreu em 29 de setembro, após o corpo permanecer no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).
Na certidão de óbito, a causa da morte foi registrada como “traumatismo crânio-encefálico; ação contundente”. O documento aponta uma lesão na região da cabeça provocada por impacto, mas não esclarece, por si só, como o ferimento ocorreu nem quem seria responsável.
Filha quer justiça
A família não registrou boletim de ocorrência sobre a agressão até o momento, conforme a filha. Agora, ela afirma que pretende buscar justiça e esclarecer as circunstâncias da morte do pai. “Nós não sabemos o que temos que fazer. Eu vou, sim, atrás da Justiça”, afirmou.
A filha também questiona se a unidade de saúde comunicou o caso às autoridades e por que os familiares não receberam informações sobre o atendimento e a morte de Rogério.
O TopMídiaNews entrou em contato com a Polícia Civil sobre a existência de investigação ou registro relacionado ao caso. Além de um posicionamento com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) sobre os procedimentos adotados pela UPA Leblon.








