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quinta, 20 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Filho de desembargadora foi procurado até em clínica psiquiátrica para quitar calote em imobiliária

Breno deveria instalar portões de elevação, mas apesar de promessas, não fez nem devolveu dinheiro

11 maio 2018 - 07h00Por Thiago de Souza

Breno Fernando Solon Borges, filho da desembargadora Tânia Garcia Freitas Borges, chegou a ser procurado até na clínica de luxo onde ficou internado em julho de 2017, em Atibaia (SP), para quitar o calote dado em uma imobiliária, em 2014.

Conforme o processo, Breno, que era dono de uma serralheria em Campo Grande, foi contratado por uma imobiliária em julho de 2014 para instalar cinco portões de elevação. Ficou combinado entrada no valor de R$ 4 mil, no entanto, apesar das promessas de Breno, o serviço não foi feito nem o dinheiro devolvido.

O caso foi parar na 3ª Vara do Juizado Especial de Campo Grande. Porém, na audiência de conciliação, o filho da magistrada não compareceu.
Em julho de 2016, a juíza Elisabeth Rosa Baisch autorizou consulta em diversas instituições financeiras e bancos da cidade para ver se Breno tinha valores em conta para serem retidos e revertidos ao pagamento do débito. No entanto, a conta dele estava zerada.

Diante da inexistência de valores, os sócios da empresa pediram que o réu disponibilizasse bens para penhora, mas a juíza negou pois a procura pelos bens ainda não havia se esgotado. Em nova procura, um oficial foi até ao shopping Pátio Central, onde supostamente Breno teria bens, mas nada foi encontrado.

No nome de Breno, a Justiça conseguiu constatar, à época, a posse de uma moto RR 1000 cilindradas, de 2012. Outra procura foi feita, desta vez em uma casa no Jardim Bela Vista, mas Breno já não morava mais lá. No processo, ainda não há manifestação da defesa.

Por fim, em julho de 2017, Breno foi localizado na Clínica Psiquiátrica Maxwell, em Atibaia (SP), onde permaneceu internado por alguns dias,  já que o Tribunal de Justiça acatou a tese que ele sofria do transtorno de borderline, doença que prejudica as relações sociais e que teria influenciado Breno a cometer diversos crimes.

Em dezembro do mesmo ano, o juiz Waldir Marques intimou Breno e deu cinco dias para ele apontar bens para penhora.

Em fevereiro deste ano, mais uma vez a imobiliária pediu para que os valores que porventura estiverem em alguma conta bancária do réu sejam disponibilizados para penhora. Desde então o pedido aguarda por uma decisão do juiz.

Defesa

Entramos em contato com o advogado de Breno, Bruno Edson Garcia Borges. Ele diz que há possibilidade do cliente não ter sido citado sobre o processo, pois estaria sob efeito de medicação na clínica Maxwell. Também pode ter ocorrido da unidade de saúde não ter recebido a citação. Ele prometeu obter maiores informações sobre o processo e retornar.