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Campo Grande

Ricardo Eletro: FGTS e vale atrasados revoltam funcionários nas quatro lojas em Campo Grande

Trabalhadores estão apreensivos quanto a situação financeira da empresa

14 novembro 2018 - 07h00Por Thiago de Souza

Funcionários das unidades da loja Ricardo Eletro denunciam atrasos nos depósitos do FGTS e do vale refeição nas quatro lojas em Campo Grande. O problema, dizem os trabalhadores, começou quando a empresa comprou a então City Lar.

Uma mulher, que preferiu não se identificar, pois ainda trabalha na loja, contou que desde fevereiro, ocasião em que houve a fusão das lojas, os depósitos do FGTS não são feitos, o que causa apreensão, já que segundo ela, a ''empresa não está boa das pernas''. Sobre o fundo de garantia, a empresa teria dito que pode atrasar esse repasse, mas quando o trabalhador for demitido, terá o valor depositado.

O temor, segundo a funcionária, que tem mais de três anos de casa, é de que a loja entre em falência e haja problemas para pagar os direitos trabalhistas. Os trabalhadores já procuraram a gerência, mas reclamam de omissão por parte da empresa.

Em relação ao vale alimentação, ela relata problema também desde fevereiro deste ano. ''Costuma cair no primeiro dia útil do mês, mas mês passado [outubro] só caiu dia 7. Agora [novembro] ainda está atrasado e a promessa deles é de pagar dia 12 de novembro'', reclama a trabalhadora.

''Eles estão tapando o sol com a peneira. Temos colegas que trabalham em outras lojas e não está tendo atrasos. É só aqui'', revela. Ela acrescenta que sem o vale refeição, alguns funcionários ficam com fome, pois comem apenas salgados, já que o dinheiro não dá para pagar uma refeição completa.

Um outro funcionário, que também pediu anonimato, diz que há cerca de 50 funcionários nas duas lojas da rua 14 de Julho, uma na Coronel Antonino e outra na Julio de Castilhos. Todos eles estariam passando pelo mesmo problema.

O homem conta que, até o momento, não houve problema com o salário. Ele confidenciou que houve uma reunião com um gerente no mês de setembro e ele teria assumido dificuldades financeiras na loja.

A reclamação dos dois denunciantes também dá conta de má conservação no prédio que fica na esquina da 14 de Julho com a Barão do Rio Branco, no centro da Capital. Eles dizem que há problemas com o esgoto, que cai no pé das operadoras de caixa.

''Eles não arrumam, dizem que não tem verba'', diz a mulher que finaliza: ''Tem colegas que ameaçam entrar na justiça''.

Entramos em contato com todos os telefones disponíveis da loja na internet, inclusive uma central 0300, mas nesse número ninguém sabia dizer sobre a assessoria de comunicação. Conseguimos o número de uma mulher identificada como Bruna, que seria do departamento de recursos humanos da empresa, em Cuiabá (MT). Ela negou que haja problemas com os pagamentos, mas questionada mais detalhadamente, desligou o telefone. Entramos em contato novamente e deixamos recado.