Menu
quinta, 01 de outubro de 2020
Cidades

Acusado de propina milionária, Vander já tem dois votos pela absolvição no STF

Faltam votos de três ministros da Segunda Turma da Corte

14 agosto 2020 - 15h19Por Thiago de Souza

Julgamento da ação penal 1019, onde o deputado Vander Loubet (PT) é acusado de receber propina de 1 milhão de reais começou nesta sexta-feira (14). Dois ministros já votaram pela inocência do petista. 

O primeiro a votar foi o relator da ação e dos processos da Operação Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin. Tido como ‘mão pesada’ contra os acusados, Fachin votou pela absolvição. 

"Ante o exposto, porque não comprovados os fatos narrados, julgo improcedente a denúncia para...absolver os acusados Vander Luiz dos Santos Loubet...’’, diz trecho do voto. Em 2017, quando aceitou a denúncia da PGR, Fachin havia destacado que as provas contra o petista eram fartas.

Em seguida foi proferido o voto do decano da Corte, Celso de Mello, que é revisor do processo. Ele acompanhou o voto do colega Fachin. 

''...eis que o Ministério Público não se desincumbiu do ônus de comprovar, para além de qualquer dúvida razoável, os fatos constitutivos da acusação penal que deduziu."

Segundo  a defesa do deputado, ainda faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski, que são os demais integrantes da Segunda Turma do STF. 

A Procuradoria-Geral da República apontou que Vander, em razão do cargo de deputado federal, teria pedido e recebido, entre os anos de 2012 e 2014, propina de contratos da BR Distribuidora. Para isso, diz a PGR, ele usou a esposa, Roseli da Cruz Loubet e mais duas pessoas para obter o benefício. 

Os repasses das vantagens teriam ocorrido sob orientação de Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, apontado como operador do esquema de desvio de recursos da estatal, e por meio de empresas do doleiro Alberto Youssef.

Vander foi delatado pelo doleiro Alberto Yousseff e, durante o processo, chegou a reclamar que somente a fala dele serviu de base para abertura de ação penal no Supremo. Ele é réu por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Leia Também

Agricultor, servidora e atual prefeito estão na disputa pelo comando de Anaurilândia
Política
Agricultor, servidora e atual prefeito estão na disputa pelo comando de Anaurilândia
Mulher pede cigarro, apanha e acaba presa durante festa no Los Angeles
Polícia
Mulher pede cigarro, apanha e acaba presa durante festa no Los Angeles
'Sementes misteriosas' que chegam da China podem fazer parte de esquema de fraude
Geral
'Sementes misteriosas' que chegam da China podem fazer parte de esquema de fraude
Em Amambai, dois candidatos disputam cadeira da prefeitura
Política
Em Amambai, dois candidatos disputam cadeira da prefeitura