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há 2 semanas

Contrabando de canetas emagrecedoras cresce e entra no radar da segurança em MS

Levantamento da Sejusp aponta que, desde 2025, já foram apreendidas mais de 3 mil caixas desse tipo de produto

O transporte ilegal de medicamentos usados para emagrecimento, conhecidos como canetas emagrecedoras, tem se tornado cada vez mais comum nas rodovias de Mato Grosso do Sul, principalmente na região de fronteira com o Paraguai. Diante disso, forças de segurança do Estado intensificaram as fiscalizações para combater esse tipo de crime.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), desde 2025 mais de 3 mil caixas desses medicamentos já foram apreendidas. Somente na primeira quinzena de 2026, 189 caixas foram retiradas de circulação, o que mostra que o crime continua em alta.

As apreensões são feitas, principalmente, por equipes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Batalhão da Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), durante abordagens em rodovias estaduais. A maioria dos produtos tem origem no Paraguai e entra no Brasil sem autorização dos órgãos de saúde.

Segundo a polícia, as canetas emagrecedoras costumam ser escondidas junto com outras mercadorias ilegais, como perfumes, eletrônicos e cigarros, para tentar enganar a fiscalização. Em alguns casos, os produtos são encontrados em compartimentos ocultos dos veículos, como o local do estepe.

O comandante do DOF, tenente-coronel Wilmar Fernandes, explica que a entrada desses medicamentos no país é considerada crime de contrabando, já que não há autorização para importação. O material apreendido é encaminhado à Polícia Federal e, depois, à Receita Federal para os procedimentos legais.

O comandante do BPMRv, tenente-coronel Vinícius de Souza Almeida, destaca que as fiscalizações foram reforçadas, especialmente nas estradas próximas à fronteira, para combater tanto o crime quanto garantir mais segurança nas rodovias.

Além de ser ilegal, o secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, alerta para o uso dessas canetas. “Além de configurar crime, esse tipo de mercadoria representa risco direto à saúde da população quando utilizada sem prescrição médica. Por isso, a intensificação das ações de fiscalização é fundamental, especialmente nas regiões de fronteira e nos principais corredores rodoviários”, destacou.

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