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terça, 22 de setembro de 2020
Cidades

Com salário mínimo de 'milão', aumento de R$ 5 mil pra juízes é considerado abusivo pela população

No total, 600 pessoas foram entrevistadas em Campo Grande; resultado faz parte da pesquisa Itop

07 junho 2019 - 09h28Por Maressa Mendonça

O aumento de 16,37% no salário de juízes e desembargadores de Mato Grosso do Sul é considerado abusivo pela maioria dos moradores de Campo Grande. Dados do Instituto Top Mídia de Pesquisa apontam que 41% dos entrevistados são contrários a este reajuste, especialmente porque o salário mínimo não aumentou na mesma proporção.

No total, 600 pessoas foram entrevistadas e a maioria delas se mostrou contrária ao reajuste que passou o salário dos desembargadores de R$ 30 mil para pouco mais de R$ 35 mil.

Uma equipe de entrevistadores e coordenadores treinados pelo Itop percorreu as sete regiões urbanas de Campo Grande para perguntar a opinião da população em relação a este aumento.

Durante a pesquisa não houve nenhum tipo de sugestão de resposta para os entrevistados, mas, em linhas gerais, eles disseram ser contrários ao aumento considerado pela maioria como “abusivo”.

Um grupo menor, 16%, disse considerar “normal” “porque eles estudaram para ganhar bem”. Outros 11% demonstraram estar conformados com a situação.

CONFIRA OS RESULTADOS: 

*A soma ultrapassa os 100% devido a múltiplas respostas dos entrevistados.

A PESQUISA

O objetivo da “Pesquisa de Opinião Pública de Satisfação e Imagem do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul” é conhecer o pensamento da população de Campo Grande em relação ao trabalho desenvolvido pelo TJMS, além de levantar a satisfação da sociedade com a atuação do órgão e descobrir qual serviço público os moradores da Capital mais confiam. 

A pesquisa foi realizada com 600 pessoas com idade acima de 16 anos entre os dias 23 e 29 de maio. Os entrevistados foram abordados dentro das sete regiões do município, além de onde ocorrem atendimentos semanais da Justiça Itinerante. 

Foram entrevistados homens e mulheres em grupos de idade de 16 a 24, 25-34, 35-44, 45-59, 60 anos e mais. O grau de instrução dos entrevistados variou entre analfabeto, ensino fundamental, médio e superior. 

Os entrevistados responderam questionários estruturados e elaborados por uma equipe de entrevistadores e coordenadores treinados pelo Itop

A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um nível de confiança de 95% sobre os resultados. 

O PERFIL 

Dos 600 entrevistados 48 % eram do sexo masculino e 52% feminino.  

Em relação às idades, 16,6% dos entrevistados tinham entre 16 e 24 anos. Outros 15,2% de 25 a 34 anos. Grupos de 35 a 44 anos totalizaram 18,1% dos participantes. Mais 25,3% dos pesquisados tinham entre 45 e 59 anos e 24,8% tinham 60 anos ou mais. 

Sobre a escolaridade dos entrevistados, conforme o Itop, 5,3% eram analfabetos, 35,6% tinham o ensino fundamental completo outros 44,9% concluíram o ensino médio e 14,2% o nível superior. 

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