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Sem acordo, bancários terminam mais uma semana em greve

Há uma semana eles estão sem reunião com a Fenaban, que representa os bancos

23 SET 2016
Anna Gomes
13h29min
Foto: Geovanni Gomes/Arquivo

A greve dos bancários, que completa 18 dias nesta sexta-feira (23), continua por tempo indeterminado. Há uma semana sem reunião com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), a categoria continua de braços cruzados.

Desde agosto, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação dos Bancos vêm negociando, mas depois de oito reuniões, os bancos insistem num reajuste de 7% mais abono. Por outro lado, a categoria reivindica 14,78%, sendo que apenas 5% é ganho real. Por enquanto, as negociações cessaram.

Mesmo com ordem da Justiça para retorno parcial ao trabalho. De acordo com o sindicato da categoria, independente da decisão judicial que fixou uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, a classe diz que a paralisação continua.

Na última sexta-feira (16), a Justiça do Trabalho acolheu pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)-MS em Ação Civil Pública e determinou a volta do expediente, com pelo menos 30% do efetivo, apenas nas unidades conveniadas com o Poder Público, para o cumprimento de mandados judiciais envolvendo pagamento e liberação de valores depositados em contas judiciais.

O Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região esclarece que já cumpre rigorosamente o que determina a Lei 7.783 e que essa medida judicial não afeta em nada a greve dos trabalhadores dos bancos, que é um direito garantido em lei.

“Essa decisão não atinge em nada na nossa greve. A lei estabelece como essencial o serviço de compensação bancária, o que vem ocorrendo normalmente desde o primeiro dia de paralisação. A greve é legítima e vai continuar em todo país, inclusive aqui em Mato Grosso do Sul”, disse o presidente do sindicato, Edvaldo Barros.

Ainda conforme o sindicato, com números exorbitantes, os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santandere Caixa) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016, mas, por outro lado, houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos.

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