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Economia

Faturamento de hotéis cai 95% em Campo Grande e empresários ficam à beira da falência

Um deles teve de fechar as portas diante da crise ocasionada pela pandemia

26 junho 2020 - 19h00Por Rayani Santa Cruz

O setor que mais está sofrendo com a pandemia do novo coronavírus é o de hospedagem e hotéis. Em Campo Grande, um deles fechou as portas, enquanto outros estão com atividades suspensas por conta da queda de faturamento em 95%.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de MS, Marcelo Mesquita, o antigo Hotel Gaspar da avenida Mato Grosso com a rua Calógeras fechou no mês passado pelo sufoco financeiro, que se agravou com a pandemia.

Segundo ele, poucos hotéis permanecem abertos com taxas entre 5% e 10% de ocupação, quando o ideal para sobrevivência seria de no mínimo 45% de ocupação de hóspedes por mês. “Estão pagando para permanecer de portas abertas”, disse Mesquita.

Ele complementou que alguns estabelecimentos da cidade estão em estado de hibernação. Eles suspenderam as atividades e entraram na MP 936 (Benefício Emergencial) para não demitir de vez os funcionários.

Dificuldades

O presidente da associação cita, entre as dificuldades, a adesão a linha de créditos e empréstimos pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Ele diz que todo o processo para aderir o empréstimo é extremamente moroso e com certas regras que não estão de acordo com o momento de crise sanitária.

“Tivemos reuniões e todas as normativas para aderir ao crédito são regidas por momentos que não são de pandemia. O setor econômico do país não tem a agilidade e a flexibilidade para atender o empresário”, diz.

Ele também afirma que o setor está tentando cumprir as regras de biossegurança impostas pela Prefeitura, mas que muitos não tem dinheiro para fazer as aquisições.

“O ônus da blindagem vem todo para o setor hoteleiro. E os pequenos que já passavam por dificuldades financeiras, estão tentando cumprir as regras, para não fechar de vez”.

Expectativa

Para o presidente da Associação, o ano de 2020 é perdido e o mínimo de expectativa que o setor possui é em relação a 2021 em diante.

“Na verdade, não sabemos o que vai acontecer de fato, porque todos os dias é uma notícia diferente em relação à pandemia. Espero que surja uma vacina. E quanto ao setor a Associação vem fazendo interlocuções junto ao empresariado, órgãos como o Sesi e Sebrae, bancos. Entendemos todas as ações do governo e a gente pede também que haja um pouco de entendimento e tempo para que todos os hotéis se adaptem as regras de biossegurança. A gente está lutando somente para sobreviver em meio a crise”, finaliza.