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sexta, 25 de setembro de 2020
Interior

Após prefeito, vereador que recebia 'mensalinho' é cassado em MS

Todos os envolvidos no caso investigado pelo Gaeco estão presos em Campo Grande

02 abril 2019 - 18h42Por Thiago de Souza

O vereador Osvalmir Nunes da Silva (PSDB) foi cassado pela Câmara Municipal, nesta terça-feira (2), acusado de receber ''mensalinho'' do prefeito de Ladário, Carlos Ruso. O chefe do executivo foi destituído do cargo nesta segunda-feira (1º), com nove votos.
 
Silva é o primeiro dos sete parlamentares envolvidos no caso, investigado pelo Gaeco, do Ministério Público Estadual. Todos os suspeitos estão presos em Campo Grande.

Osvalmir, diferente do ex-prefeito, participou da sessão por videoconferência, mas não se pronunciou. Nove dos 11 vereadores votaram a favor do relatório da Comissão Processante por infração político-administrativa.

Com a cassação, o suplente Antônio João Conde (PSDB), que desde a prisão de Baguá assumiu a função, fica com o mandato.

Mensalinho

O mensalinho pago por Carlos Ruso, conforme o Gaeco e o Ministério Público Estadual variava entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil e acontecia há mais de um ano. Indicação de cargos na Secretaria de Educação, pelos vereadores acusados, também fazia parte do "acordo" e quem cuidava da nomeação era o então secretário de Educação, Helder Botelho, também preso. Os parlamentares ainda teriam barrado uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que averiguava denúncias de irregularidades na Saúde.

A investigação fez apreensões em dinheiro, gravações telefônicas e de vídeo, com a colaboração dos vereadores Fábio Peixoto, Daniel Benzi e Jonil Júnior, que levaram a denúncia ao Ministério Público. A operação que levou os políticos para a prisão, foi no dia 26 de novembro de 2018 e denominada Terra Branca.

Além do ex-prefeito e Baguá, seguem presos: Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e claro, Osvalmir Nunes da Silva (PSDB). A pastora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB), cumpre prisão domiciliar em Ladário.
Esta semana, a Câmara dá prosseguimento às sessões de julgamento dos outros seis vereadores.

 

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