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Polícia

Acusado de tentativa de estupro, motorista de app passa por audiência de custódia e continua preso

Justiça ouviu acusado e manteve a prisão temporária de 30 dias

11 junho 2022 - 16h17Por Rayani Santa Cruz

O ex-motorista de aplicativo Adriano da Silva Vieira, que foi preso temporariamente, na última quinta-feira (9), passou por audiência de custódia neste sábado (11), onde foi ouvido e retornou a cadeia.

A justiça decidiu manter a prisão por 30 dias. Adriano vai responder por ameaça, importunação sexual e tentativa de estupro. A investigação pediu a prisão preventiva também, e ainda aguarda decisão judicial.

Investigação

A polícia percebeu um ‘modus operandi’ nas ações do ex-motorista de aplicativo Adriano da Silva Vieira, até efetuar a prisão. Ele sempre desligava o aplicativo e mudava a rota definida pelas passageiras.

Até o momento, três mulheres procuraram a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) de Campo Grande. Conforme a delegada responsável pelo caso, Elaine Benicasa, os ataques foram registrados em 29 de maio, 30 de maio e este último dia 6 de junho.

Adriano já havia sido preso nesta semana, mas negou o fato ocorrido na terça-feira. Porém, os investigadores encabeçados pela equipe da delegada Ana Luiza Noriler da Silva Carneiro perceberam haver ligação entre as ocorrências, e na manhã de hoje, ele acabou confessando tudo.

"Percebemos o 'modus operandi' dele e que poderia ser autor de outras ocorrências semelhantes. O setor de investigação apurou a situação e, quando tivemos a certeza, solicitamos a prisão temporária. O Judiciário concedeu e efetuamos a prisão dele hoje em sua residência", disse a delegada Elaine Benicasa.

"Ele confirmou os fatos narrados e disse que em todas as ocasiões ele se encontrava sob o efeito de droga. Ele alega ser usuário de pasta base há muitos anos, e disse que propositalmente abordava as vítimas [as passageiras] e desviava o caminho”, diz.

Nas duas primeiras vezes, Adriano conseguiu ter certo contato físico com as vítimas, sob ameaça. “Ele pedia para que elas o masturbassem e também se masturbava na frente delas. Foi nesse momento que as duas primeiras vítimas conseguiram fugir e se deslocaram até a delegacia para registrar ocorrência."

Segundo a delegada, apenas neste último caso, a vítima conseguiu escapar pela janela do carro, sem ter qualquer contato físico com o autor.