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terça, 11 de agosto de 2020
Polícia

Assassino de Carla deixou corpo embaixo da cama e foi trabalhar normalmente no dia seguinte

Ele a matou no dia do rapto, diz que é alcoólatra e não se lembra de nada

16 julho 2020 - 09h30Por Rayani Santa Cruz

Marcos André Vilalba Carvalho, 21 anos, que assassinou Carla Santana Magalhães, de 25 anos, vai ser indiciado por feminicídio e por homicídio qualificado, ou seja, que torne impossível a defesa da vítima. O assassino disse à Polícia que é alcoólatra e que não se lembra de ter matado ou de ter levado o corpo até a esquina da casa da vítima.

Ele seguiu levando a vida e trabalhando normalmente após o assassinato, conforme apurado pelo TopMídiaNews.

A casa do assassino fica entre a de Carla e o bar onde o corpo foi desovado. Eram vizinhos de porta praticamente. Carla Santana foi raptada perto de sua casa, na rua Nova Tiradentes, no dia 30 de junho. O seu corpo foi encontrado no dia 3 de julho, na varanda de um bar, localizado na mesma rua. 

Matou e foi trabalhar

A localização do autor só foi possível após denúncias de que o vizinho estava guardando panos com grande quantidade de sangue. 

Conforme a Polícia, em vários cômodos da casa de Marcos André havia vestígios, mesmo após a limpeza. Havia respingos nas paredes e em parte da cama. Logo ao ser preso, ele negou, mas ao ser confrontado com as provas, acabou confessando. 

O assassino disse, em depoimento, que é alcoólatra e bebia no portão de casa, quando Carla passou pela rua. Ele afirma que não se lembra de nada após isso, e que acordou na manhã seguinte com o corpo da vizinha no chão do quarto com ferimentos no pescoço. 

Marcos André disse que sentiu arrependimento, mas colocou o corpo embaixo da cama e foi trabalhar normalmente. 
Nesse período, a família já estava desesperada e havia registrado o desaparecimento da vítima. 

O bandido disse ainda que, ao se levantar na sexta-feira, dia 3 de julho, viu uma aglomeração de pessoas no bar na esquina de sua casa. E percebeu que o corpo de Carla estava lá. Ele afirma que também não se lembra de nada e que deduziu que seria ele o responsável pelo transporte, já que, segundo ele, ninguém mais sabia do corpo na cama de seu quarto. 

Apesar disso, o delegado Carlos Delano afirmou que Marcos pode ter um comparsa. “Pode haver outra pessoa, nós não excluímos que o caso não está fechado ainda. Ele estava bebendo em casa e falou isso”.

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