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segunda, 04 de julho de 2022 Campo Grande/MS
Polícia

Caso Carla: cadeado achado na calçada foi princípio para solução do assassinato de Carla

Carla estava ao lado de casa o tempo todo; assassino dormiu com corpo embaixo da cama e foi trabalhar normalmente

16 julho 2020 - 13h00Por Rayani Santa Cruz

Um cadeado encontrado na calçada da rua Nova Tiradentes, bairro Tiradentes, onde ocorreu o assassinato de Carla Santana Magalhães, 25 anos foi o princípio para a descoberta do autor.

Segundo inquérito policial obtido pelo TopMídiaNews, após investigadores descartarem antigos relacionamentos, e que ela havia sido raptada por um carro, a área delimitada do criminoso foi ficando menor, até pelos motivos dele conhecer a rotina da vítima. 

A família entregou aos investigadores um cadeado que foi encontrado caído junto aos pertences dela. Eles não sabiam de quem era e afirmaram que não era de Carla. Ao mesmo tempo, um deles comentou que, no dia do sequestro, o portão do vizinho estaria “escancarado”.

(Cadeado que pertencia ao portão do assassino)

A equipe foi ao local e Marcos André Vilalba Carvalho, 21 anos, não estava. Eles verificaram que a edícula localizada a poucos metros da casa da vítima possuía novo cadeado e seguiram as investigações.

Marcos foi preso em um condomínio onde trabalhava como servente.

(Casa do assassino era praticamente ao lado da família de Carla)

Ao ser confrontado pela Polícia sobre motivos de haver lençóis e plásticos com sangue na casa, Marcos André inicialmente disse que utilizava para se masturbar e a ação causava ferimentos. Ele chegou a fazer o instrumento com panos para tentar demonstrar a Polícia, mas depois confessou o assassinato. 

Ele disse que a matou com uma faca e que sentia raiva da vítima por ter sido esnobado ao cumprimentá-la. Marcos André deixou o corpo embaixo da cama e dormiu por duas noites com ele, até desovar no bar na esquina.