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domingo, 29 de novembro de 2020
Polícia

Empresário e sargento acusados de pedofilia alegam que foram abusados na infância

Eles foram presos na Operação “Deep Caught 3", da DEPCA

30 outubro 2020 - 15h00Por Diana Christie

Tanto o empresário quanto o militar do Exército, presos em operação contra a pedofilia em Campo Grande, alegaram, em depoimento, que foram abusados quando criança.

O empresário de 37 anos, que foi localizado no bairro Vilas Boas, contou que mora com a esposa e os dois filhos. Ele revela que assiste pornografia infantil desde a adolescência e tinha parado um pouco após se casar, retomando o hábito neste mês.

O acusado afirma que assistia aos vídeos no computador que fica no quarto do filho, durante a madrugada, mas sempre tinha o cuidado de apagar o histórico de pesquisa e renomear os arquivos para não ser descoberto pela família.

Questionado pelos policiais, ele garantiu que não sabia que o programa que usava para baixar também compartilhava o arquivo com terceiros e tentou justificar o crime, destacando que começou a ver as imagens, pois, quando tinha 9 anos, foi violentado por dois sobrinhos da noiva do seu pai.

Já o militar do Exército, 37 anos, 2º sargento da Cavalaria, mora sozinho e está solteiro. Natural de Guaratinguetá, SP, ele está morando em Campo Grande, no Lar do Trabalhador, onde foi preso pela polícia civil.

Ele confirmou que pesquisava por conteúdo envolvendo pedofilia, baixava, mas diz que não sabia que eles eram compartilhados. Em seu computador, haviam 15 vídeos salvos. O acusado revela que sabia que era crime, mas tomou gosto por esse material depois de ser abusado por um vizinho, aos 9 anos, em Recife.

A Operação

A Operação “Deep Caught 3”, deflagrada pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) na manhã desta quinta-feira (29), mostra que pedófilos não apresentam um perfil facilmente reconhecido na sociedade. Entre os presos, estão homens das mais variadas profissões, na faixa dos 30 e poucos anos.

Segundo a delegada Marília de Brito, titular da DEPCA, a polícia civil faz monitoramento constante da internet e essa investigação em especial já dura seis meses. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, onde foram recolhidos computadores, HDs e celulares, totalizando 202gb de informações.

Além do empresário e do militar, os alvos foram: um advogado e professor de Direito Penal de 35 anos, no bairro Bom Jardim, e um técnico contábil de 34 anos, morador do bairro São Francisco. 

Os acusados devem responder pelo crime descrito no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente).

Segundo a DEPCA, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão, de 3 a 6 anos pelo compartilhamento e de 4 a 8 anos de prisão pela produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

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