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sexta, 25 de setembro de 2020
Polícia

Médicos e diretor do Hospital Regional de Coxim estão respondendo por morte de idosa

Três pessoas respondem por ato de improbidade administrativa através de uma ação civil pública

27 maio 2019 - 12h22Por Edição News

Pelo menos dois médicos e um diretor estão respondendo pela morte da idosa F.B.F., de 87 anos, ocorrida no dia 1º de janeiro de 2019. Conforme o Hospital Regional Álvaro Fontoura, os três respondem por ato de improbidade administrativa através de uma ação civil pública.

Naquela noite, o médico Hiran Augusto Trento Rodrigues teria deixado o plantão do Pronto Socorro por volta das 19 horas, antes do colega Evandro Dante de Oliveira chegar. Por conta disso, o Hospital Regional ficou aproximadamente duas horas sem médico.

Pouco tempo depois de Rodrigues ter deixado o local sem médico, as 19h45, a idosa foi levada pelo Corpo de Bombeiros ao Pronto Socorro. Passando mal, ela foi atendida pela equipe de enfermagem e colocada na sala de emergência, porém, só recebeu atendimento médico quase duas horas depois.

É que na falta de Oliveira, Rodrigues retornou ao HR de Coxim, por volta das 21h30. Ele chegou a colocar respiração mecânica na paciente, mas o quadro de F.B.F. piorou e evoluiu para uma parada cardiorrespiratória, levando a morte as 22h06.

O Código de Ética Médica, publicado na página do Conselho Federal de Medicina, trata sobre o ocorrido. O artigo 8º do capítulo III diz que é vedado ao médico: “Afastar-se de suas atividades profissionais, mesmo temporariamente, sem deixar outro médico encarregado do atendimento de seus pacientes internados ou em estado grave”.

Já no artigo 9º do mesmo capítulo está escrito que também é vedado ao médico: “Deixar de comparecer a plantão em horário preestabelecido ou abandoná-lo sem a presença de substituto, salvo por justo impedimento”.

Diante dessas informações, que constam num ofício endereçado ao vereador Abílio Vaneli (PT), o parlamentar está preparando ofícios para as autoridades competentes, como Polícia Civil e MPE/MS (Ministério Público Estadual), pedindo a apuração criminal do caso. Ele deve ainda acionar o Conselho de Medicina.

O Edição MS enviou mensagem aos dois médicos citados, abrindo espaço para que eles se manifestem sobre o caso. Como eles não residem mais em Coxim, as mensagens foram encaminhadas através do Facebook. Até o fechamento da reportagem as mesmas não foram respondidas. Continuamos aguardando.

 

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