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Polícia

há 1 hora

Policiais envolvidos em esquema de desvio de drogas são afastados do cargo em MS

Medida vale enquanto durar a prisão preventiva e inclui recolhimento de armas e suspensão de acessos a sistemas policiais

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afastou compulsoriamente oito policiais civis presos na Operação Infiltrados, que investiga um esquema de desvio de drogas apreendidas para integrantes do tráfico. As medidas foram publicadas em portarias assinadas pelo corregedor-geral, delegado Clever José Fante Esteves, nesta quinta-feira (24).

Os afastamentos valem pelo período em que os policiais permanecerem presos preventivamente. Além de deixar as funções, os servidores terão as armas, carteiras funcionais e demais pertences de patrimônio público recolhidos. Também foram determinadas a suspensão de senhas e logins de acesso aos bancos de dados.

Entre os afastados estão os investigadores Luiz Carlos de Souza, Douglas Tobias, Neverson Vieira de Araújo, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Nilton César Sales dos Santos, Roberto Palmeira da Silva e Marcos André Santos Chaves. Também foi afastado o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa.

Os policiais estavam lotados em diferentes unidades da Polícia Civil. Luiz Carlos atuava na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar); Douglas, no Grupo de Operações e Investigações (GOI); Neverson, na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); Nelson, na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv); Nilton, na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (Derf); Roberto, na Depac Campo Grande; Marcos, na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam); e Hoffman, na Delegacia de Polícia de Terenos.

A Operação Infiltrados investiga a atuação de policiais civis e militares e pessoas ligadas ao tráfico. Segundo a investigação, drogas apreendidas em ocorrências teriam sido retiradas por agentes e posteriormente devolvidas a integrantes de grupos criminosos. A apuração aponta que o esquema teria funcionado desde 2021.

Um dos episódios investigados envolve 326 quilos de cocaína apreendidos em dezembro de 2022. Segundo os investigadores, a droga estaria sob responsabilidade de Neverson Vieira de Araújo, Nilton César Sales dos Santos e Roberto Palmeira da Silva e teria sido alvo de uma tentativa de desvio.

A investigação também aponta outro caso envolvendo 30 quilos de pasta-base de cocaína, que teriam sido oferecidos a integrantes do tráfico. Além disso, os investigadores apuram o uso de sistemas oficiais para monitorar veículos e até a instalação de rastreadores em automóveis de suspeitos.

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva durante a operação, além de ordens de busca e apreensão. Conforme apurado, ao menos nove policiais da ativa foram presos.

A Sejusp informou que os servidores envolvidos já eram investigados pelas respectivas corregedorias e afirmou que não compactua com desvios de conduta ou práticas ilícitas cometidas por integrantes das forças de segurança. A secretaria também destacou que as irregularidades serão apuradas com respeito ao devido processo legal e às garantias individuais dos investigados.

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