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Polícia

27/02/2026 07:00

Prefeitura dá calote em empresa de home care e jovem tetraplégico fica sem fisioterapia

Além disso, ele está precisando comprar as fraldas com dinheiro do próprio bolso, já que não estão sendo fornecidas pela Sesau

O jovem João Victor Alfonso Martins, de 29 anos, está há mais de um mês sem fazer fisioterapia por conta do atraso nos pagamentos da prefeitura para a empresa que o atendia. O campo-grandense ficou tetraplégico após um grave acidente de moto ocorrido em 2022.

Conforme as informações repassadas para a reportagem, o direito à fisioterapia domiciliar foi conquistado por meio de uma disputa judicial. Porém, há três meses, os repasses para a empresa pararam de ser realizados pela prefeitura. Por consequência disso, João parou de ser atendido.

“Ninguém atende mais minhas ligações. Tenho sido prejudicado pela falta de atendimento e isso pode atrapalhar o meu desenvolvimento, porque tinha voltado a conseguir mexer um pouco das pernas, mesmo o meu diagnóstico sendo de tetraplegia irreversível”, detalhou o jovem.

Morador do Bairro Tijuca, João sofreu uma contusão medular nas vértebras C3/C4, apresentando sequelas motoras e permanentes com tetraplegia espástica persistente, incapaz de exercer qualquer atividade, sendo totalmente dependente de sua mãe, para realização de atividades mínimas do dia a dia, como tomar banho, vestir-se, alimentar-se.

Além disso, por conta da sua condição física, ele precisa usar fraldas, o que também não está sendo fornecido pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande).

“Como não está sendo fornecido, estou comprando e guardando as notas fiscais, mas é um dinheiro que faz muita falta, porque fora isso preciso arcar com outras coisas”, explicou João.

Para tentar reaver os valores gastos, o jovem entrou com um processo contra a prefeitura. No entanto, ele não consegue arcar financeiramente com o tratamento de fisioterapia.

Um laudo médico, emitido em julho de 2025, a médica recomendou que João fizesse cinco sessões por semana, para melhorar e evitar atrofias.

João chegou a procurar a empresa que o atendia, sendo informado de que, desde novembro, os pagamentos não estavam sendo realizados. Nos áudios, a responsável detalhou que outros estabelecimentos também estariam parando de fornecer o serviço para vários pacientes.

A reportagem procurou a prefeitura para falar a respeito do caso, mas até a publicação desta matéria não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

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