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sexta, 25 de setembro de 2020
Polícia

Técnico baleado por guarda civil ao instalar ar-condicionado pediu ajuda: não quero morrer

Ele foi atingido no peito, teve pulmão perfurado. Autor se apresentou à Polícia Civil, confessou ter efetuado o disparo, foi ouvido e liberado.

08 fevereiro 2019 - 10h51Por Da redação / G1

 O técnico em refrigeração Mateus Batista Rodrigues, de 22 anos, pediu pela própria vida após ser baleado enquanto instalava um aparelho de ar condicionado no Jardim Novo Mundo, em Goiânia. A técnica em enfermagem Edna Carvalho, que o contratou para o serviço, disse que ficou desesperada ao ver o trabalhador baleado. O guarda civil municipal Rodrigo Fernandes se apresentou à Polícia Civil e confessou ter efetuado o disparo.

“Do jeito que ele olhou para mim, me pedindo ajuda: ‘Dona, pelo amor de Deus, me ajuda. Eu tenho família. Não quero morrer não’. Ficou marcado. Foi muito difícil”, contou.

O jovem está internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) “estável, consciente, orientado e respirando de forma espontânea”.

Segundo a Polícia Civil, o guarda civil, vizinho do imóvel e lotado em Senador Canedo, Região Metropolitana da capital, se apresentou no 19º Distrito Policial de Goiânia e admitiu ter disparado contra o jovem. Ele foi ouvido e liberado.

A Prefeitura de Senador Canedo informou que lamenta o que aconteceu, que o guarda não estava de serviço e que o caso já está sendo investigado (veja na íntegra ao final do texto).

Conforme apurou a TV Anhanguera, o guarda disse que ouviu um barulho e pensou que a vítima era um ladrão, já que o bairro é muito perigoso. De acordo com a delegada Simelli Lemes, ele deixou a arma e a munição disparada com a Polícia Civil para serem periciadas.

“A princípio, vai ser instaurado inquérito por tentativa de homicídio. Vamos apurar as circunstâncias, o local onde a vítima estava. Ainda não foi possível fazer exames no IML. Então faltam detalhes para esclarecermos melhor as circunstâncias desse crime”, disse.

Nota da Prefeitura de Senador Canedo

A Prefeitura de Senador Canedo informa que, ao tomar conhecimento dos fatos, o caso foi encaminhado para Corregedoria da Guarda Municipal. O servidor, assim como a tropa, tem direito ao porte de arma, assim como a posse, para uso em serviço, dentro das especificações e conforme a legislação de armamento da Polícia Federal. O guarda municipal não estava em serviço. Já foi expedida pela Corregedoria o pedido de afastamento do GCM, até a apuração dos fatos, e também de suspensão do porte de arma, e o órgão acompanhará o caso, que será investigado pela Polícia Civil. A administração municipal lamenta profundamente o caso, e reafirma que um funcionário da Secretaria de Segurança Pública de Senador Canedo prestará auxílio a vítima e seus familiares.

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