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Política

Ao Senado, Glenn explica vazamentos e critica Sérgio Moro em audiência esvaziada

O atual ministro estaria ameaçando a liberdade de imprensa, disse o editor do The Intercept Brasil

11 julho 2019 - 19h36Por Thiago de Souza

O editor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, esteve na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, na tarde desta quinta-feira (11). Ele deu explicações sobre a divulgação de conversas entre o então juiz federal Sérgio Moro e procuradores da Força Tarefa da Lava Jato.  O jornalista criticou o atual ministro da Justiça e disse que ele ameaça a liberdade de imprensa no país. 

“O clima que o ministro da justiça está tentando criar acho que isso é uma ameaça à imprensa livre, ele está tentando fazer isso de propósito para assustar a gente… Não vai funcionar, mas é uma ameaça muito grave”, disse em sua declaração inicial, publicada pelo Poder 360. 

Gleen Greenwald, diz o site, disse que não se assustará com as “ameaças” e seguirá a publicar conteúdos sobre as conversas que tiveram acesso.

“Ele [Moro] nunca negou naquele dia quando a notícia saiu até hoje essa investigação. Então eu acho que isso mostra a mentalidade do ministro Moro, que, pelo menos, ele quer que nós fiquemos com medo que nós estamos sendo investigados”, explicou.

O convidado lamentou ainda o baixo quórum da reunião destinada a ouvi-lo, principalmente os ligados ao governo, que segundo ele, têm feito acusações falsas a seu respeito. 17 senadores estavam presentes às 11h44, a CCJ do Senado é composta por 27 congressistas.

Conversas

Perguntado por senadores sobre as garantias de que o conteúdo publicado pelo Intercept, Greenwald voltou a garantir que as conversas são reais e passaram por peritos da própria empresa. Ele também argumentou que o ministro Moro nunca negou as notícias que foram divulgadas.

“O ministro Moro nunca negou nenhuma publicação que nós publicamos até agora…e ele nunca vai. Por quê ele nunca vai? Porque ele sabe que ele não consegue negar que esse material é autêntico”, disse.

Ele segue, afirmando que há procuradores contrários aos comentários de que as mensagens seriam falsas: “Ele (Moro) sabe que tem procuradores dentro do ministério público que estão indignados com as táticas que ele e Deltan estão usando para enganar o público usando insinuações de que esse material não é autêntico”.