Cotado como candidato a prefeito de Campo Grande pelo PRP ou vice-prefeito na chapa encabeçada pelo Coronel David, do PSC, Renato Gomes diz que se sentiu traído com a postura do presidente do PRP, Pedro Feitosa. Ele afirmou ao TopMídiaNews que não esperava levar uma 'apunhalada nas costas', já que mantinha uma relação boa com o presidente da sigla.
Segundo Gomes, após ser apresentado por um amigo à Feitosa, os laços de amizade foram crescendo, mesmo gerando um gasto mensal de R$ 4 mil. "Conversamos sobre projetos e ele falou que o partido precisava de um candidato a prefeito como eu. Ele almoçava com a minha família, comecei a ter um gasto mensal de R$ 4 mil com o senhor Pedro Feitosa, que alimentava a ideia da minha candidatura. Chegamos a deixar tudo praticamente encaminhado, como parte de gráfica e diálogos".
Renato destaca que começou a desconfiar das atitudes de Feitosa, que se mostrou muito calado durante a convenção do partido e deixou a ata aberta com objetivo de buscar coligações. "Ele estava muito calado na convenção, quieto, de cabeça baixa. Eu convidei amigos e parentes para a convenção, agradeci a ele por acreditar no meu potencial para a disputa e ele do meu lado, mas mantendo a cabeça baixa".
Após a convenção, Renato explica que foi convidado para uma reunião com o presidente da sigla. "Ele me chamou para uma reunião com ele e com o secretário Rodrigo Afonso. Eu convidei outros candidatos a vereadores do nosso partido, a Sol, Claudinei, Marcio e Paulo Rios. Na reunião, o Pedro Feitosa não conseguia olhar na minha cara e, de cabeça baixa, disse que os candidatos estariam dizendo que seria difícil lançar candidatura própria e que seria melhor eu recuar e o partido ir em busca de coligação. Eu disse que buscaríamos então essa coligação, ele respondeu que já tinha com quem coligar, ou seja, ele já tinha tudo armado. Isso foi uma palhaçada que ele fez comigo, tudo já estava encaminhado, pedi que ele o secretário se retirassem"
Diante disso, Renato ressalta que entrou em contado com o candidato a prefeito Coronel David (PSC), que de imediato confirmou que gostaria de traçar uma aliança com o PRP. "O Coronel David disse que gostaria de coligar e garantiu que eu seria o vice, aliás ele deixou claro que, ele como candidato e eu como vice, teríamos chance de ir para o segundo turno. Fui até o Coronel, tiramos uma foto, deixando claro que a aliança estava formada. Eu fiz questão de ligar para o Feitosa, que afirmou que não tinha interesse em coligar com o Coronel David e desligou o telefone".
Pedro Feitosa teria cogitado caminhar ao lado do PSD, apoiando a candidatura de Marquinhos Trad, que teria negado a aliança. "O Marquinhos Trad me ligou e disse que o PSD já tinha fechado as coligações e que não existia essa hipótese cogitada pelo Feitosa".
Sem entender a atitude de Feitosa, Renato entrou em contato com o presidente nacional do PRP, que teria confirmado que o partido caminharia ao lado do PSC em Campo Grande. "O presidente Ovasco Resende disse que já havia confirmado aliança com o PSC e que tinha conversado com o presidente regional Pedro Feitosa. Ficamos felizes com a resposta, já que todos os candidatos estavam comigo e ouviram a informação pelo celular através do viva voz".
Mas, a alegria do partido durou pouco, já que Renato foi procurado por Coronel David, destacando que teria que romper a aliança, levando em consideração que existe divergências dentro do partido. "O Coronel David disse que não teria como ficar no meio dessa briga e eu entendo ele. A aliança foi descartada".
Ao fazer novo contato com o presidente nacional, Renato foi informado de que as decisões do partido estão 'nas mãos de Pedro Feitosa'. "Mandei mensagem e recebi a informação de que as decisões serão tomadas por Pedro Feitosa, então não tem mais nada a fazer. Em um dia o presidente da nacional fala uma coisa, no outro ele muda".
Questionado sobre deixar o PRP, Renato confirma que pretende entrar com pedido de desfiliação. "Amanhã mesmo já dou entrada com o pedido de desfiliação e encerro de vez o meu contato com a política. Vou voltar para a minha vida empresarial. Tive uma decepção muito grande, fiquei sabendo que o Rodrigo disse que ‘o que manda é dinheiro’ e que eu não tinha dinheiro. Fui traído, levei uma apunhalada nas costas, isso está provado. O partido virou pó".








