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Política

BUSCANDO BASE: Bolsonaro busca Centrão, Podemos e Solidariedade

O objetivo é construir pontes diretas entre os partidos e a articulação política

23 abril 2020 - 11h15Por Rayani Santa Cruz

Na tentativa de criar uma base no Congresso, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) vai ampliar as negociações e deve buscar aproximação com Podemos e Solidariedade, segundo divulgado pela UOL Notícias.

Conforme o site, desde o começo do mês, o presidente tem se reunido com os partidos de centro (atualmente as maiores bancadas, com ao menos 200 parlamentares). O objetivo agora é abrir uma segunda rodada de negociações junto às siglas que já votaram pautas do governo. A ação de Bolsonaro estabelece pontes diretas entre os partidos e a articulação política do governo, sob responsabilidade de Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). 

Essa proximidade busca enfraquecer o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), alvo de ataques do presidente e apoiadores. 

Porém, a UOL apurou, junto a parlamentares e articuladores do governo, que nas tratativas não existe negociação por ministérios ou reforma ministerial. Mas há possibilidade de partidos indicarem nomes para cargos no Banco do Nordeste, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e secretarias do Ministério da Saúde. 

"Governo está iniciando uma nova fase de diálogo político, mais próximo, que vai criar condições para que se possa ter definição ou não de formação de base. Todos os partidos que têm alguma afinidade com agenda econômica, como Solidariedade e Podemos, que já apoiaram pautas do governo, certamente poderão ser convidados", disse o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB/PE).

 

Velha Política 

Desde o começo do mês, Bolsonaro já se reuniu com comandantes do PP, Republicanos, PSD e MDB e deve se encontrar hoje com o presidente do DEM, ACM Neto. Todos integram o chamado 'centrão', grupo informal com pelo menos 200 parlamentares. Bolsonaro já foi filiado ao PP, mas se elegeu pelo PSL, acusando esses partidos de fazer a "velha política" e praticar o "toma lá dá cá". Nos últimos dias, Bolsonaro também fez aceno ao presidente do PTB, Roberto Jefferson, delator do delator do "mensalão", durante o governo do PT, e condenado a sete anos pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.