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domingo, 20 de setembro de 2020
Política

Comerciantes pedem socorro e reivindicam ações imediatas para não perder clientela no Centro

“O que for possível, a prefeitura vai fazer”, destacou prefeito Marquinhos Trad

02 abril 2019 - 15h29Por Nathalia Pelzl e Rodson Willyams

Representantes que integram a Câmara de Dirigentes Logistas de Campo Grande estiveram reunidos com o prefeito Marquinhos Trad (PSD) para discutir ações que possam trazer de volta clientes que deixaram de frequentar a região por conta das obras do Reviva Campo Grande.

Segundo o presidente da CDL, Adelaido Vila, os lojistas cobram mais celeridade e obra limpa. Ele lembra que, em levantamento feito pela CDL, de 2016 até março de 2019, sete mil postos de empregos diretos deixaram de existir.

Vila destacou que apesar da análise ter sido também durante o período de obras, não significa apenas que a obra teve total impacto na queda do movimento, mas que a crise financeira no Brasil contribuiu.

O principal ponto requerido pelos representantes da CDL foi a possibilidade de um plano de mídia para atrair a clientela novamente para o centro da Capital. Segundo eles, a prefeitura poderia utilizar o investimento de 3% que é destinado às mídias, do contrato firmado entre o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), para ajudar o setor.

Os representantes citaram a ideia da campanha “Te espero no Centro”, que teria o objetivo de  resgatar as famílias que deixaram de ir ao local por causa das obras. Outro pedido foi o retorno dos dois turnos para finalização e conclusão dos trabalhos, o horário seria das 18 às 22h.

Outras reinvindicações

Aproveitando a reunião, os representantes levantaram mais  pontos como: a rede elétrica e pavimentação do polo industrial, além das obras da Avenida Bandeirantes.

Segundo Ivanor Rodrigues, presidente do conselho de segurança da região do Polo Industrial, no local são 6 grandes empresas que acabam pagando a taxa de iluminação pública, mas não usufruem do serviço.

Em recado ao secretário de obras, Rudi Fiorese, o representante solicitou a possibilidade de instalação dessa rede, além da pavimentação nos fundos no polo industrial, onde existem as empresas, já que diariamente mais de 2 mil pessoas circulam pelo local e, geralmente as estradas se encontram em péssimas condições.

Ele reforçou que a última manutenção foi feita por uma empresa particular e solicitou que a prefeitura crie um projeto com recursos do fundo de investimento para a região.

Os representantes da CDL também questionaram a obra da Avenida Bandeirantes para que não haja redução drástica nos comércios da região. Na visão deles, de início seria necessário um estudo no local para analisar os impactos, além de uma construção de programação para que a via na seja obstruída, facilitando assim o acesso aos comércios local. Os comerciantes reforçaram a necessidade da obra, mas que isso pode gerar redução de empregos.

Citaram ainda que o município precisa preparar o comércio, para os comerciantes terem uma ‘gordura’ para novos investimentos. Além de incentivos fiscais da região e valorização do transporte urbano.

Prefeito

Com sua equipe técnica presente, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) reforçou que ouviu todos os apontamentos, no entanto, é preciso que a questão de incentivo fiscal e outras melhorias sejam analisadas pela equipe financeira.

“O que for possível, a prefeitura vai fazer”, destacou.

Ainda sobre o baixo público no Centro, Trad pontuou que, desde os anos 80, com a chegada dos shoppings, a população adquiriu o hábito de frequentar esses locais. Já a 14 de Julho não foi se reestruturando, mudando após isso, e somente agora está havendo essa atualização e remodelação do comércio.

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