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Política

Dia Internacional da Mulher: deputada quer pena mais severa para casos de feminicídio

Ela acredita que aprimorar leis e incentivar vítimas a qualificação profissional é um dos caminhos para diminuir a violência

08 março 2020 - 09h30Por Rayani Santa Cruz

Neste domingo, dia 8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher, e a deputada federal Rose Modesto (PSDB/MS), que tem como uma das bandeiras a defesa dos direitos das mulheres quer penas mais severas em casos de feminicídio.

Somente nos dois primeiros meses do ano Mato Grosso do Sul, registrou seis casos de mulheres mortas por ex-companheiros simplesmente pelo gênero e por não querer mais a relação. “Apresentei projetos que aumentam a pena para quem comete o crime de feminicídio e coordeno uma campanha de coleta de assinaturas junto à população para que o feminicídio tenha penas mais severas”.

Em 2019, ela foi relatora de um projeto, que virou lei. Agora, o agressor doméstico ou familiar está obrigado a ressarcir o SUS (Sistema Único de Saúde) pelo atendimento da vítima. 

Leis e incentivo

A parlamentar faz parte da Comissão Externa de Combate a Violência Doméstica Contra a Mulher, onde existe colegiado que debate as questões e busca soluções para esse tipo de violência. Para ela, o caminho é a criação de leis e incentivos às vítimas, para que busquem qualificação profissional e conquistem espaço no mercado de trabalho. 

 “Um dos caminhos é esse, aprimorar as leis para que o respeito à mulher seja maior. Outro é criar mais espaços que acolham a mulher agredida. Há muitos casos em que a mulher depende financeiramente do marido, não tem condições de se sustentar. Aí entram as casas da Mulher, como a que existe em Campo Grande. Um local que oferece toda assistência a esta mulher vítima de violência”. 

Chega de Machismo

“Também temos de reforçar e fazer campanhas contra os assédios, tantos sexuais quanto morais. É um absurdo um motorista de Uber falar para a polícia que se sentiu no direito de assediar uma jovem – diga-se menor de idade – porque ela sentou no banco da frente, abriu as pernas e estava com um shorts tipo Anitta. Aconteceu agora, no mês passado, no Rio Grande do Sul. É puro machismo”, disse a parlamentar.