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Política

Eleição no Senado vira baderna e senadora de MS transmite 'barraco' ao vivo

Um dos motivos da discórdia: pleito será definido no voto aberto ou secreto?

01 fevereiro 2019 - 19h13Por Celso Bejarano

Virou baderna a sessão do Senado que define quem vai presidir a Casa. Até agora, umas duas horas de duração, só não ocorreu socos por lá. De resto, tudo aconteceu.

O senador Renan Calheiros (MDB) é um dos candidatos fortes. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) não foi indicada pelo partido e desistiu da candidatura avulsa.

A sessão é presidida por Davi Alcolumbre (DEM-AP), que tem sido contestado por ao menos metade dos 81 senadores presentes às discussões.

Alcolumbre seria candidato à presidência do Senado, daí o protesto. Katia Abreu (PDT-TO), visivelmente descontrolada, subiu até a cadeira da presidência e tomou dele os papeis e um equipamento onde eram registrados os nomes dos concorrentes.

Depois de efusivo discurso contrário ao senador do Amapá, ela desceu e disse: “quer isso aqui que venha buscar”. Ela segurava o equipamento e os papeis na mão. Depois ela subiu e pediu para Alcolumbre sair dali.

Kátia Abreu tomou livro de votação do presidente. (Foto: Michael Melo - Metropoles)

Como isso não aconteceu ela sentou ao lado do democrata. Enquanto isso, a senadora de Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PSL) fez, aos sorrisos, uma transmissão ao vivo do que acontecia na sessão por seu celular.

Ela pediu auxílio a um colega senador para concluir sua gravar em sua fanpage.

Há a possibilidade de a sessão ser suspensa.

Outro motivo pelas discórdias entre os senador tem a ver com uma decisão que determina que a eleição do presidente do Senado, sempre feita pelo regime secreto, seja aberto.