O advogado Gabriel Taquino de Paula, preso por envolvimento em fraudes em compras públicas, nesta terça-feira (7), se diz especialista em licitações. Ele atuava em um consórcio com a prerrogativa de dar parecer para licitações em 14 municípios.
A entidade em questão é o Consórcio Público de Desenvolvimento do Vale do Ivinhema, o Codevale - que reúne 14 municípios do Estado: Anaurilândia, Angélica, Bataguassu, Batayporã, Brasilândia, Deodápolis, Glória de Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante, Santa Rita do Pardo, Taquarussu e Vicentina.
Taquino era consultor jurídico desse colegiado e, por natureza, avaliava questões jurídicas de dezenas de contratos. Em casos assim, o consultor avalia a legalidade e justificativa de dispensa de licitações, entre outros aspectos de uma compra pública.
Na rede social, Taquino se diz especialista em licitações e contratos administrativos. Vale lembrar que a operação Gutenberg, do Gaeco, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em diversos municípios do interior de MS.
Uma das mais recentes atuações de Gabriel pelo Consórcio se deu em 9 de junho, quando participou de capacitação sobre Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, junto a outros integrantes do colegiado.
O advogado preso tem audiência de custódia marcada para a manhã desta quarta-feira (8). O espaço está aberto para manifestação das defesas ou dos envolvidos.
Esquema
Operação do Gaeco, na manhã desta terça-feira (7), buscou prender 16 pessoas de uma quadrilha que fraudava licitações e pode ter desviado R$ 27 milhões da Saúde e na compra de livros em Campo Grande.
O nome da investida policial é ''Gutenberg'' e também cumpre 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo e Abadiânia (GO).
Ainda segundo divulgado pelo MPE-MS, o bando é suspeito de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e delitos associados. A quadrilha é instalada na Capital e tinha atuação espalhada.
Outro destaque é a organização em núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. Eles cooptavam servidores públicos para direcionar compras públicas diretas, sem licitação de livros paradidáticos. Os valores desviados eram pulverizados a fim de ocultar a origem ilícita.








