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Política

Fábio Trad critica imunidade de deputado que chamou até Papa de pedófilo

Deputado paulista deveria ser tratado como delinquente, aponta o sul-mato-grossense

18 outubro 2021 - 13h35Por Diana Christie

O deputado federal Fábio Trad (PSD) lamentou o mau uso da imunidade parlamentar pelo estadual paulista Frederico D’Avila (PSL-SP). Na visão dele, Frederico deveria ser tratado como delinquente e ser julgado na Justiça comum.

“Quando um parlamentar transforma a tribuna em espaço de delinquência - como ocorreu com o deputado de SP que agrediu o Papa, Arcebispo e autoridades religiosas da Igreja Católica - deve ser-lhe dispensado tratamento reservado aos delinquentes. Imunidade não é escudo para crimes”, alfinetou

Imunidade parlamentar é um sistema no qual políticos com mandato recebem imunidade jurídica, não podendo serem processados criminalmente por discursos realizados em razão do cargo ocupado. A proteção pode ser removida por um tribunal superior, mas dificulta a punição de casos semelhantes.

Frederico foi criticado por subir o tom contra autoridades da igreja católica depois que o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, disse que ‘pátria amada não é pátria armada’.

Em uma série de ofensas direcionadas ao arcebispo, à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e ao papa Francisco, D’Avila chamou os religiosos de “safados”, “vagabundos” e “pedófilos”.

“Seu safado da CNBB dando recadinho para o presidente [Bolsonaro], para a população brasileira, que pátria amada não é pátria armada. Pátria amada é a pátria que não se submete a essa gentalha. (…) Seu vagabundo, safado, que se submete a esse papa vagabundo também. A última coisa que vocês tomam conta é do espírito, do bem-estar e do conforto da alma das pessoas. Você acha que é quem para ficar usando a batina e o altar para ficar fazendo proselitismo político? Seus pedófilos safados, a CNBB é um câncer que precisa ser extirpado do Brasil”, disse

Os impropérios foram proferidos em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, na última quinta-feira (14/10). Ele ficou indignado com o discurso de dom Orlando durante a missa pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida. Na ocasião, conforme o Metrópoles, o arcebispo fez críticas à política armamentista de Jair Bolsonaro e defendeu a ciência e a vacina.