Justiça de MS tornou 17 pessoas rés por diversos crimes desvendados no âmbito da Operação Gutenberg, desencadeada pelo Gaeco. Os investigados fizeram parte de um esquema de fraudes em compras públicas de livros escolares em MS.
A decisão é da 2ª Vara Criminal de Campo Grande publicada nesta segunda-feira (3), depois de receber a denúncia do Ministério Público Estadual, tornada pública em 29 de julho. Todos os 17 denunciados agora vão se sentar no banco dos réus, sendo que parte ainda está em prisão preventiva.
Os agora réus são: Ed Carlo Burgatt, a filha dele, Jéssyca Burgatt; Heyder Bartz; o clã Jafar, sendo a matriarca Rossana Paroschi Jafar e os filhos Giovanni Paroschi Jafar, Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar; depois vem a ex-nora de Rossana, Rhayane Souza Fanaia; Francisco Anizio dos Santos; Joatan Gomes Peixoto e Matheus Oliveira Peixoto; os empresários da vida noturna Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique Melo; o ex-vereador de Laguna Caarapã, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior; Valesca Thais Albuquerque Teixeira; Inácio da Silva Espíndola e o advogado Gabriel Taquino de Paula.
A partir de agora, a Justiça vai marcar depoimentos dos réus, assim como de testemunhas arroladas pela acusação e defesa do envolvidos.
Crimes
A organização, segundo revelou o Gaeco, em 7 de julho, era organizada e estruturada em diversos núcleos; o principal era chefiado por parte da família Jafar, que abriu a Editora Avante, em nome da nora da matriarca, Rossana Paroschi Jafar e passou a fechar contratos milionários, sem licitação, com diversas prefeituras de MS.
O núcleo de vendedores – aqueles que ofereciam os livros às prefeituras, era comandado principalmente por Ed Carlo Burgatt e o advogado especialista em licitações, Gabriel Taquino. Ed, que era coordenador da Regulação da Saúde de MS, só liberava leitos hospitalares a prefeituras que fechassem contrato com a Editora Avante. Com isso, recebia propinas de milhares de reais.
Também foi apontado o núcleo de pessoas que eram responsáveis por pulverizar o dinheiro de origem criminosa. O espaço está aberto para manifestação das defesas dos réus.









